
A indígena maranhense Kunã Yporã, também conhecida como Raquel Tremembé, será pré-candidata à vice-presidência da república nas eleições de outubro, e irá compor a chapa com Vera Lúcia, do PSTU .
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O evento que lançará a sua pré-candidatura está programado para o próximo dia 22, às 19h, de forma virtual, com transmissão pelas redes sociais do PSTU e das demais organizações que integram o Polo Socialista Revolucionário.
“A chapa será composta por duas mulheres, uma operária negra e uma indígena, onde temos o desafio de apresentar um programa socialista contra toda forma de exploração e opressão. Na defesa de uma sociedade que respeite os direitos das populações tradicionais, dos povos indígenas, das comunidades quilombolas, assegurando demarcação, titulação e posse de suas terras e respeitando sua cultura e seu modo de vida”, afirma Kunã Yporã.
Quem é Kunã Yporã (Raquel Tremembé)
Kunã Yporã (Raquel Tremembé) tem 39 anos de idade, é indígena da etnia Tremembé do Estado do Maranhão e é pedagoga.
É integrante da Anmiga (Associação de Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade) e membro da Secretaria Executiva Nacional da central sindical e popular CSP-Conlutas
Raquel Tremembé tem como principais pautas, a defesa dos povos originários, sua cultura e seus territórios, que segundo ela, sofrem ataques constantes de latifundiários, mineradoras, madeireiras, garimpeiros e grileiros.
Saiba mais
A Rádio CBN São José dos Campos e Vale entrevistou na quarta-feira (20), a pré-candidata à presidência da república, Vera Lúcia (PSTU).
Vera Lucia, que concorrerá ao cargo pela segunda vez, falou ao Jornal CBN Vale sobre suas propostas de governo, como a geração empregos, o combate ao processo de desindustrialização no país e a revogação integral da reforma trabalhista.
Além disso, a pré-candidata disse que é possível o país vencer a inflação.
Segundo a pré-candidata, a revogação total da reforma trabalhista e previdenciária, aprovada ainda no governo Michel Temer, terá prioridade, já que teria sido uma proposta para atender aos interesses de instituições ‘capitalistas’ nacionais e internacionais.
PSTU indica indígena