Golpe do Pix: saiba como são feitos os golpes e como evitar

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(Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

O Pix é a sensação do momento no mercado financeiro. O sistema de pagamento eletrônico por meio de chaves, número de celular, QR Code e links, é uma inovação no sistema financeiro brasileiro.

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As transações realizadas pelo Pix se popularizaram e penetraram em diversas camadas da sociedade, até então, excluídas do sistema bancário, muitas vezes. Por outro lado, trouxe oportunidade para golpistas. Por isso, o Pix é, hoje, um dos primeiros colocados em golpes e fraudes.

O economista e professor da Faculdade Canção Nova (FCN), Bruno Cunha, contou que o Pix teve 3.89 bilhões de transações em 2021, o que abriu margem para o crescimento dos golpes, como por exemplo o do link enviado por mensagens no WhatsApp, que rouba dados da pessoa que clica.

Como evitar cair no golpe

Para evitar cair no golpe do Pix é preciso ficar atento. O economista alerta que é necessário verificar os boletos bancários, chaves Pix enviadas por e-mails e até mesmo SMS duvidosos. Além disso, em caso de alguma pessoa pedir dinheiro pelo WhatsApp, Bruno recomenda que sejam feitas perguntas pessoais para evitar cair no golpe do WhatsApp clonado.

O economista deu a dica que caso o cliente não utilize o limite total do cartão de crédito é recomendado diminuir, para evitar endividamento e que outras pessoas utilizem do crédito. Além disso, é preciso ficar atento ao uso do CPF.

O que era para facilitar e baratear a vida dos brasileiros se tornou arma nas mãos de pessoas erradas. A dica é ficar atento sempre e ajudar as pessoas da sua família e amigos que não tem habilidades financeiras ou digitais. Não custa parar e verificar de onde vem o link do Pix, de quem é o número da chave, ligar para o celular antes e pedir ajuda para não ter prejuízo no bolso.

Tipos do golpe do Pix:

O primeiro tipo de golpe é do link enviado por mensagens pelo WhatsApp, que rouba dados daquela pessoa que clica sem pensar, geralmente atraída por ofertas adequadas ao interesse dela. Depois de acessar o link, a pessoa é direcionada para uma área onde ao inserir dados da sua conta bancária e senha, os golpistas fazem a festa.

O segundo tipo é do QR Code falso. Na intenção de fazer um Pix e pagar uma conta ou boleto, as informações contidas no QR Code não direcionam à instituição que o usuário pretendia. Na verdade, o valor do Pix é transferido para outra conta desconhecida. A pessoa, contudo, sem saber, transfere o dinheiro pensando ser para a pessoa ou empresa correta, mas, na verdade, caiu no golpe, e só saberá quando for cobrada por alguém ou por uma empresa.

O terceiro é através de boletos bancários, chaves Pix enviadas por e-mails e SMS. Nesse caso, as chaves Pix são falsas, e seu dinheiro não vai para aquela prestadora de serviço, o que vai gerar atraso na conta e, posteriormente, os avisos de cobrança. 

Por fim o golpe pelo WhatsApp clonado, que acontece da seguinte forma: algum parente, amigo, conhecido tem o seu WhatsApp clonado e manda mensagens para os colegas, familiares, e pede transferências bancárias por meio de Pix.

Ouça a matéria de Julia Lopes: