Varíola dos macacos: infectologista explica sobre o que é a doença

varíola dos macacos
(Foto: CDC/BRIAN W.J. MAHY)

O Ministério da Saúde foi notificado sobre o oitavo caso registrado no Brasil do vírus monkeypox, conhecido como varíola dos macacos. Dos oito casos confirmados no país até o momento, quatro foram em São Paulo, dois no Rio Grande do Sul e dois no Rio de Janeiro. Há, ainda, seis casos em investigação.

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Em entrevista ao programa CBN Vale 1ª Edição, o Dr. Roberto Focaccia, infectologista e Livre Docente pela Universidade de São Paulo (USP), explicou como a varíola dos macacos é causada. O vírus é semelhante ao da varíola humana, extinto em 1980, que matou no século passado cerca de 30 milhões de pessoas no mundo.

O infectologista contou que a varíola dos macacos tem causado preocupação, no entanto, os casos ocorridos estão sendo curados de duas a quatro semanas. Dr. Roberto explicou ainda, que o nome varíola dos macacos é errado, pois a doença teria origem provavelmente em roedores e não em macacos.

Vacina

Em relação a vacinação contra a varíola dos macacos, o infectologista disse que a vacina contra a varíola humana não é recomendada para ser usada nos casos da variante não-humana. Por conta disso, laboratórios da Europa conseguiram desenvolver um imunizante que poderá ser utilizado caso o surto se prolongue mais do que o esperado.

A varíola dos macacos era considerada endêmica em países da África Central e da África Ocidental, mas nos últimos meses houve relatos da doença em diversos outros países não endêmicos, especialmente na Europa, que já responde por 84% dos casos notificados, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).

Sintomas da Varíola dos Macacos

De acordo com o Instituto Butantan, os sintomas iniciais da doença incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, linfonodos inchados, calafrios e exaustão. Lesões na pele se desenvolvem primeiramente no rosto e depois se espalham para outras partes do corpo, incluindo os genitais.

Como prevenir

Para se prevenir de contrair a doença é recomendado que residentes e viajantes de países endêmicos evitem o contato com animais doentes que possam abrigar o vírus da varíola dos macacos (roedores, marsupiais e primatas) e devem evitar de comer ou manusear caça selvagem.

Além dos cuidados básicos, como higienizar as mãos com água e sabão ou álcool gel são importantes para evitar a exposição ao vírus, além de evitar contato com pessoas infectadas e usar objetos de pessoas contaminadas e com lesões na pele.

Ouça a matéria de Julia Lopes: