Tarcísio de Freitas diz que laços afetivos e profissionais permitem o registro de seu domicílio eleitoral

Tarcísio de Freitas, pré-candidato ao governo de são paulo, concede entrevista à rádio CBN Vale, e falou sobre seu domicílio eleitoral em São José dos Campos
(Foto: CBN VALE)

Nesta segunda-feira (13), o microfone democrático da Rádio CBN São José dos Campos e Vale, ouviu o ex-ministro da infraestrutura do governo Jair Bolsonaro (PL), e pré-candidato do governo do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que falou entre outros temas, do seu domicílio eleitoral em São José dos Campos.

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Com isso, a Rádio CBN mais uma vez leva ao eleitor, a oportunidade de ouvir as propostas dos principais candidatos às eleições de 2022, seja para cargos como deputado, senador, e ao governo do estado, assim como foi feito com alguns pré-candidatos à presidência da república.

Domicílio Eleitoral em São José dos Campos

Tarcísio de Freitas comentou sobre a polêmica envolvendo seu nome à uma possível fraude no registro de seu domicílio eleitoral. Recentemente, a justiça arquivou um pedido de anulação do registro do domicílio do ex-ministro, solicitado pelo PSOL.

Para Tarcísio, esse assunto já está superado, e argumentou alguns dos motivos que fizeram a justiça agir ao seu favor. O primeiro deles, segundo ele, é porque a questão do domicílio eleitoral teria fundamento baseado em uma série de questões, e não apenas pelo endereço físico dos pré-candidatos, como por exemplo, laços afetivos e profissionais.

Entre esses laços estão, o fato de Tarcísio possuir família em São José dos Campos, ter atuado diretamente na execução da licitação da Rodovia Presidente Dutra, vencida pelo Grupo CCR, além de delegar o aeroporto Professor Urbano Ernesto Stumpf, para a Prefeitura de São José, que possibilitou a sua concessão.

Ele citou ainda, o título de cidadão joseense que ele recebeu por parte dos vereadores de São José, que são os representantes do povo joseense.
Além disso, relembrou que em setembro de 2021, alugou na cidade um imóvel em seu nome.

Fraudes nas eleições de 2018

Neste final de semana, o presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a criticar as urnas eletrônicas, e que ele teria sido eleito no primeiro turno das eleições de 2018, se não fosse por interferência de hackers que teriam invadido o sistema informatizado do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A reportagem quis saber se o pré-candidato concorda com as declarações do presidente e se a eleição para o governo de São Paulo também estaria em risco.

Para Tarcísio, cabe aos candidatos confiar no rito da eleição que foi determinado pelo Congresso Nacional, mas que nenhum sistema é “absoluto”, e que esse pode receber contribuições de melhoria e transparência, já que haveria uma parcela da sociedade que ainda possui dúvidas em relação à segurança de dados das urnas eletrônicas.

Diante disso, Tarcísio acredita que seria interessante que o TSE pudesse acatar essas sugestões.

“Eu tenho confiança no sistema, e acho que também o sistema pode realmente se aperfeiçoar como qualquer coisa na vida também pode ser aperfeiçoada”

Propostas e oportunidades para o estadode São Paulo

Tarcísio avaliou que São Paulo está bem posicionado em relação à infratestrutura, mas que existem intervenções pontuais que necessitam, por exemplo, de duplicações em rodovias e um investimento maior no transporte ferroviário, que possui um grande potencial adormecido.

Entre as oportunidades estão a reativação de linhas férreas como a interligação do ramal da cidade de Panorama (SP) até Bauru (SP), entre outras, além do trem intercidades, ligando São Paulo, Sorocaba e São José dos Campos.

Essas obras seriam fundamentais para, na avaliação do ex-ministro, desafogar o trânsito que circula nessas regiões, além de oferecer o transporte ferroviário, tanto de cargas quanto o de passageiros no estado de São Paulo.

Além disso, faz parte do planejamento do pré-candidato, o aumento de capacidade da linha férrea que liga o Rio de Janeiro a São Paulo, passando pelo Vale do Paraíba, com a linha da empresa MRS, para que as ferrovias possam trabalhar com mais cargas gerais na região.

Ouça a matéria de Marcelo Rocha: