
Mesmo com o recente aumento de contaminações por covid-19 registrado nas últimas semanas, o Governo de São Paulo não deve implantar outras ações impactantes como o fechamento de comércios ou restrição de horários de circulação de pessoas. Essa é a opinião do Secretário Estadual de Saúde Jean Gorinchteyn, em entrevista concedida à Rádio CBN São José dos Campos e Vale.
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Gorinchteyn, que esteve presente nesta segunda-feira (6) no evento ‘Governo na Área’, realizado no CEFE (Centro de Formação do Educador), em São José dos Campos, acredita que a melhor ação para contenção do avanço da pandemia continua sendo a vacinação.
Com cerca de 94% da população paulista vacinada com as duas doses, o estado vive uma situação muito diferente àquela vivida no início da pandemia, diz o secretário, que anunciou que nesta segunda-feira (6), o governo deu início em uma nova faixa etária, acima de 50 anos para o recebimento da quarta dose contra a covid-19, bem como os profissionais da área da saúde.
Segundo Gorinchteyn, mesmo o recente aumento de casos positivos e internações, são muito menores em relação ao que ocorreu no pico da pandemia, em fevereiro de 2021, com cerca de 4 mil internações, algo que estaria hoje por volta de 900.
Uso obrigatório de máscaras em escolas
Algumas cidades como Jacareí, Paraibuna e Caçapava, voltaram a decretar o uso de máscaras faciais em prédios públicos e escolas municipais, por conta do recente aumento de infecções por covid-19.
A reportagem perguntou ao Secretário de Estadual de Saúde se o governo pensa em voltar a adotar a obrigatoriedade do uso de máscaras nas escolas estaduais. Jean Gorinchteyn respondeu categoricamente: “de forma nenhuma”.
Disse ainda que o que houve desde 17 de março, foi a queda da obrigatoriedade do uso de máscaras, mas seguindo a recomendação do uso do utensílio em ambientes fechados para alguns grupos específicos como idosos, portadores de doenças crônicas e gestantes.
Hoje, diz o secretário, com a queda das temperaturas o uso de máscaras segue fundamental, reduzindo o risco para doenças respiratórias em geral. Assim como as escolas, qualquer outro lugar fechado segue a recomendação do uso de máscaras, mas não a obrigatoriedade.
Coronavac para crianças de 3 a 5 anos
O secretário também comentou sobre o processo de aprovação do uso da Coronavac para crianças de 3 a 5 anos, junto ao Ministério da Saúde.
Jean Gorinchteyn confirmou que todos os documentos solicitados pela saúde foram enviados pelo Instituto Butantan, responsável pela produção da Coronavac no Brasil, e que ainda estão aguardando as devolutivas. O secretário afirmou que é importantíssimo que o Brasil comece a vacinar a população nessa faixa etária, uma vez que há um grande número de crianças com síndromes respiratórias agudas, inclusive a própria covid-19.
Influenza
Infelizmente, segundo Gorinchteyn, o resultado da campanha contra a gripe está muito baixa, com média de 38% dos grupos vacinados, tornando necessário estender a campanha até o próximo dia 24 de junho.
Analisando cenários específicos como o de mulheres grávidas, apenas 11% desse público se vacinou. Outros grupos também preocupam pela baixa procura como o das crianças, com 20% de vacinados, e profissionais da saúde, que “deveriam dar o exemplo”, como disse o secretário, e que somente 38% recebeu a dose contra a influenza. Já os idosos, apenas 48% foram devidamente vacinados.
Esses são os grupos que mais estão suscetíveis ao aparecimento de formas graves e fatais da gripe.
Gorinchteyn finalizou pedindo que a população paulista complete o ciclo vacinal contra a covid-19 para que novas variantes não surjam, lembrando a quantidade de pessoas que ainda precisam voltar aos postos de saúde, que seriam cerca de 2,7 milhões de pessoas que ainda não tomaram a segunda dose contra a covid-19, além de outros 10 milhões que não tomaram a terceira dose.