
Atualmente, cerca de 10 milhões de pessoas em todo o mundo são diagnosticadas com Doença Inflamatória Intestinal (DII). A doença vem afetando, principalmente, jovens em idade ativa.
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O mês de maio foi designado como Maio Roxo, período que visa alertar mudanças no intestino que podem ser sinal de doenças inflamatórias intestinais (DII) que tiveram crescimento em quase 15% ao ano. A Rádio CBN São José dos Campos e Vale entrevistou nesta quinta-feira (26), o Dr. Newton Gasparetti Jr, coloproctologista do Hospital Vivalle de São José dos Campos, que alertou sobre detalhes e sintomas das doenças.
Segundo o médico, a Doença Inflamatória Intestinal são inflamações no intestino, agressões internas associadas a agressões externas como alimentação inadequada, estresse e hábito de vida irregular. Os principais tipos são a Retocolite Ulcerativa (RCU) e a Doença de Crohn (DC) e que afetam entre 12 e 55 pessoas em cada 100 mil habitantes.
A Retocolite atinge basicamente o intestino grosso e sistema digestivo, atingindo lábio, gengiva e estômago. O Dr. Gasparetti explica que muitos sintomas incomuns podem aparecer nas consultas, como cólicas, sangramentos e muco durante as evacuações, inflamações no ânus, e por conta de dificuldades de um correto apontamento da doença, o diagnóstico de DII pode chegar a até três anos.
Reforço para a busca de tratamento
O médico alerta mais uma vez para que o paciente que apresentar sinais incomuns no quadro intestinal, como diarreia sem causa aparente, sangramento ou muco (parecido com clara de ovo), por exemplo, procure imediatamente por ajuda médica para atestar o afastar a possibilidade de DII, e quanto mais cedo for feito o diagnóstico, mais rápida será a recuperação do paciente.
Tratamento.
A DII não tem cura, mas o tratamento visa a melhora dos sintomas e controle/prevenção de suas complicações. Normalmente os pacientes precisam fazer mudanças na alimentação e no estilo de vida, além de fazer uso de medicamentos específicos e acompanhamento nutricional e psicológico.
O paciente pode passar períodos sem manifestações clínicas intercalados com períodos de maior atividade da doença.
Confira os principais alimentos a serem evitados:
– comidas gordurosas;
– álcool;
– cafeína;
– açúcar;
– produtos com sorbitol (adoçante artificial);
– vegetais que aumentam a produção de gases (como feijão, repolho e batata doce);
– leite e derivados;
– alimentos picantes ou com muitos conservantes.