Com alta da inflação, estimativa do valor do salário mínimo no ano que vem salta para R$ 1.310

Com alta da inflação, estimativa do valor do salário mínimo no ano que vem salta para R$ 1.310
(Foto: Redes Sociais)

Se o ano de 2023 começasse hoje, o salário mínimo deveria ser reajustado dos R$ 1.212,00 para  R$ 1.310,00 – que é mais que o valor proposto pelo governo na Lei de Diretrizes Orçamentárias que entregou em abril.

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No documento, o governo propôs elevar o piso nacional para R$ 1.294,00.

Acontece que a economia está sob pressão e a previsão em relação à inflação para este ano aumentou. A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia, que até então estimava que o INPC fosse acumular alta de 6,7%, agora prevê a alta de 8,10%

O INPC é o Índice Nacional de Preço s ao Consumidor, indicador de inflação medido pelo IBGE usado para corrigir o salário mínimo e outras despesas do governo.

Por lei, o salário-mínimo, não pode ser reajustado em índice menor que o da alta do custo de vida medida pelo INPC. Como a previsão subiu, foi preciso ajustar a projeção do salário mínimo para a casa dos R$ 1.300,00.

E esse valor pode subir ainda mais se a inflação verificada no acumulado de 2022 for maior que as estimativas oficiais. Vale lembrar que nada impede que o governo use um percentual maior que o INPC para reajustar o salário mínimo – o que representaria ganho real ao trabalhador.

No entanto, ao que indicam os valores projetados, o governo vai se limitar ao reajuste que é estabelecido pela Constituição – que é o da inflação.

*Informações Agência Rádio 2

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CBN Economia: A política comercial parece ser o último bastião que o governo tem para controlar o avanço da inflação

Nesta quarta-feira (25), no programa CBN Vale 1ª Edição, o colunista do quadro CBN Economia, José Joaquim Nascimento, falou sobre a política comercial e a inflação.

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A política comercial externa diz respeito às diversas medidas adotadas pelo governo para aumentar as exportações e importações. Atualmente, ela parece ser a última trincheira que o governo tem para se proteger do avanço da inflação que já atingiu dois dígitos.

A política comercial é estruturada a partir de medidas protecionistas e liberalizantes. Esta última refere-se à concorrência dos mercados como a medida mais poderosa para promoção da estabilidade e crescimento econômico das nações, à medida que despreza o favoritismo e o protecionismo à indústria local. Quanto maior a liberdade de comércio maior pode ser a variedade de produtos que os consumidores tem acesso e consequentemente maior o bem estar.

As crises de abastecimento dos mercados fomentadas pela pandemia da Covid-19 e pela Guerra da Rússia x Ucrânia, aliada à ineficiência da política macroeconômica (monetária e fiscal) tem forçado o governo a ampliar a liberdade de comércio reduzindo tributos na importação e até zerando os impostos de produtos da cesta básica.

Inflação

A pressão da sociedade por uma estabilidade levou o governo a uma segunda rodada de negociação no âmbito do Mercosul para redução de 10% na quase totalidade dos produtos (87% do total que estão no acordo regional) que estão com uma Tarifa Externa Comum – TEC.

De produtos alimentícios ao da construção civil foram propostos redução de tributos, com a expectativa de que tal medida possa aumentar as importações e estas servirem de âncora para segurar a inflação. É uma medida correta e justa para economia.

Aliada à política de rendas, a partir das transferências diretas, ela é assertiva pra enfrentar este monstro que prejudica pesadamente os mais pobres que é a inflação. E, assertiva porque está voltada à liberdade de maior comércio de produtos que temos vantagem comparativa, mas não competitiva.