CBN Mercado de Trabalho: Burnout, conheça a síndrome do esgotamento profissional

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(Foto: Reprodução)

Nesta segunda-feira (23), no programa CBN Vale 1ª Edição, a comentarista do quadro CBN Mercado de Trabalho, Karla Clarinda, falou sobre a síndrome de Burnout.

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De uns tempos para cá, o tempo começou a passar mais rápido (pelo menos é impressão que tenho), as atividades do dia a dia e do trabalho se multiplicaram, novas experiências batem à nossa porta, tudo isso ao mesmo tempo. Às vezes, dá vontade de gritar “pare o mundo que eu quero descer”. Acontece que o mundo não vai parar.

Dentro desse contexto, cada vez mais ouvimos falar na síndrome de Burnout. Você já sabe o que é, não é? A síndrome de Burnout, ou síndrome do esgotamento profissional, é um distúrbio psíquico cuja principal característica é o estado de tensão emocional e estresse crônicos provocado por condições de trabalho físicas, emocionais e psicológicas desgastantes.

Nas minhas pesquisas, fiquei sabendo que os profissionais das áreas de educação, saúde, assistência social, recursos humanos, agentes penitenciários, bombeiros, policiais e mulheres que enfrentam dupla jornada correm risco maior de desenvolver o transtorno.

É fácil entender porque as pessoas desenvolvem esse distúrbio. Alguns dos motivos para o seu desencadeamento já foram citados no primeiro parágrafo deste texto. A pressão excessiva por entregas, às vezes superestimando a capacidade humana, e a busca por alta performance, sem levar em conta que cada um funciona de maneira diferente, faz com que o (a) colaborador (a) surte, e caia numa espiral em direção ao fundo do poço.

Ainda de acordo com minhas buscas, a Síndrome de Burnout desencadeia os seguintes sintomas:

  • Ausências no trabalho;
  • Agressividade;
  • Isolamento;
  • Mudanças bruscas de humor;
  • Irritabilidade;
  • Dificuldade de concentração;
  • Lapsos de memória;
  • Ansiedade;
  • Depressão;
  • Pessimismo;
  • Baixa autoestima.

Ninguém merece perder a saúde para nada ou ninguém. Se você se vê em meio ao furacão, prestes a surtar, busque desacelerar e peça ajuda com profissionais capacitados. Se você já surtou, se trate e aproveite este período para retornar melhor. Se conhece alguém nesta situação, ajude-a a buscar ajuda especializada.

Trabalhar é muito bom, mas é preciso ter em mente que a vida não é só trabalho. E não é utopia buscar trabalhar em um ambiente saudável e trabalhar com prazer. Pelo menos, essa é a meta. Não se contente com nada que não seja o melhor para a sua vida. Essa é a meta.

Ouça o podcast completo com Karla Clarinda: