
Nesta quinta-feira (5), o comentarista do quadro CBN Política Regional, Hélcio Costa, falou ao programa CBN Vale 1ª Edição, sobre as intenções de voto para Governador do Estado de São Paulo.
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Quando a previsão de tempo ainda engatinhava no Brasil, os meteorologistas
do Inpe marcaram um coquetel ao ar livre, à beira da piscina do Novotel, para encerrar um seminário sobre clima. Choveu aos cântaros e não teve coquetel.
Lembrei disso ao ler pesquisas de intenção de voto a governador de São Paulo, feitas cinco meses antes das eleições. Elas mostram cenários, tendências, recall, mas, lá na frente, podem acabar com o coquetel que eu falei acima: submersas pela realidade. Por isso é preciso cautela.
Não falo isso para “agourar” ninguém, é só uma reflexão. Cenários dos mais variados apontam Fernando Haddad (PT) e Márcio França (PSB), dois nomes de esquerda, na ponta das pesquisas. Dois bons nomes.
Haddad, aliás, foi entrevistado na terça-feira pela CBN São José dos Campos e Vale. Mas é improvável que esses cenários durem até o Dia D –seja pelo voto do interior do Estado, mais conservador; seja com o peso de candidaturas mais à direita ou centro-direita, como Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Rodrigo Garcia (PSDB), atual governador.
Tarcísio, alavancado por Jair Bolsonaro (PL); Rodrigo, puxado para o fundo por João Doria (PSDB). Essas mudanças eventuais de cenário podem e devem ocorrer por uma razão: para o cidadão comum, as eleições estão distantes, como mostra o número estratosférico de indecisos que aparece nas pesquisas.
Esse cenário de muitas nuvens e muita instabilidade faz sonhar candidaturas
ainda nanicas, entre as quais a do ex-prefeito FelIcio Ramuth (PSD). Agora, sejamos realistas, em uma campanha curta, de 45 dias, é muito difícil que candidatos novos rompam a “bolha” e se tornem eleitoralmente viáveis. Mas, em eleição, tudo pode acontecer. Quem sabe pelas mãos de Gilberto Kassab, Felicio não acabe tendo um peso decisivo nessa história.
Como nas antigas previsões de tempo, lá do tempo do guaraná com rolha, tudo, tudo pode acontecer. Até chover e acabar com a festa.
Falando em Felício, tem uma historinha que é legal: ele adaptou uma van para rodar o Estado, com cama, fogão, geladeira. É um motor home, para dar agilidade à campanha e garantir um mínimo de conforto. É isso aí: tinha o Batmóvel e agora tem o Ramuth-móvel. Fica de olho aberto, daqui a pouco ele aparece aí pelas ruas da cidade…