
O pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PT (Partido dos Trabalhadores) Fernando Haddad, concedeu entrevista ao jornal CBN São José dos Campos e Vale nesta terça-feira (3) falando de suas propostas caso seja eleito governador, nas eleições de outubro de 2022.
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Haddad, que vem liderando as últimas pesquisas de intenções de voto, também vem aparecendo como o candidato mais rejeitado, seguido por Márcio França (PSD) e Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Para o ex-prefeito de São Paulo, o PT sempre teve uma rejeição histórica entre 25% e 30%, algo que deve se repetir nessas eleições. Já em relação a um de seus principais adversários, o ex-ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Feitas, Haddad acredita que por ser menos conhecido que o presidente Jair Bolsonaro (PL), Tarcísio deverá aumentar seus índices de rejeição com o início das campanhas oficiais.
Candidaturas próprias de PT e PSB
Sobre uma aliança com o PSB, de Márcio França para uma candidatura única com o PT para a disputa do governo estadual, Haddad confirmou que será mais provável que os dois partidos sigam cada um com os seus candidatos até outubro, já que é muito difícil para França desistir do pleito por estar na segunda colocação nas pesquisas eleitorais.
Reputação do PT
A reportagem abordou com o pré-candidato, sobre o ressurgimento do PT após o período que marcou a carreira política do ex-presidente Lula (PT) condenado à prisão em 2018, pelo então juiz da Lava-Jato, Sérgio Moro.
Haddad buscou reafirmar a inocência de Lula, ao dizer que Moro buscou condenar o ex-presidente, com o interesse de se lançar na política, e ratificou o fato com a divulgação feita pela ONU (Organização das Nações Unidas), na semana passada (27), de que o ex-juiz foi parcial nos processos envolvendo Lula na Lava Jato.
Câmeras corporais na polícia
Haddad também defendeu o uso de câmeras corporais pelas forças policiais do Estado, citando que ele é o único pré-candidato ao governo que preza pela manutenção do recurso, dizendo ainda que essa foi uma boa decisão tomada pelo ex-governador de São Paulo, João Doria, e que deveria permanecer em uso.
O projeto está na mira de todos os seus adversários ao Palácio dos Bandeirantes, disse Haddad, que sustenta que as câmeras corporais avançam no ponto de vista da transparência, inclusive na defesa dos policiais, que se sentem protegidos pelo recurso, já que as câmeras ajudam e não atrapalham o bom policial.