Endividamento e inadimplência das famílias brasileiras batem recorde em abril

Endividamento e inadimplência das famílias brasileiras batem recorde em abril
(Foto: Reprodução)

Endividamento e inadimplência das famílias brasileiras batem recorde em abril.

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De acordo com a pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, a CNC, 77,7% das famílias brasileiras relatam ter dívidas a vencer.

É o maior percentual já registrado desde quando o índice passou a ser apurado, em 2010.

Na comparação com o mês de março, o avanço é pequeno, de 0,2 ponto percentual; mas é grande quando a comparação é com abril de 2021

Em apenas um ano, o crescimento foi de mais de 10 pontos percentuais. Em abril do ano passado, para comparação, a proporção de famílias endividadas era de 67,5%

Na avaliação da CNC, a alta no endividamento do brasileiro é reflexo da inflação, que vem pressionando cada vez mais o orçamento do brasileiro, que acaba tendo que tomar crédito para dar conta das obrigações mensais.

A pesquisa também monitora o índice de inadimplência, que é formado pela proporção de famílias com dívidas ou contas em atraso.

E, em abril desse ano, a inadimplência também alcançou o maior patamar da pesquisa, atingindo 28,6%.

O que significa dizer que praticamente três em cada dez famílias do País têm contas e dívidas em atraso.

O cartão de crédito continua sendo, disparado, o principal meio de endividamento do brasileiro: 88,8% das famílias têm dívidas no cartão, um percentual alto que revela que o endividamento está ocorrendo essencialmente no consumo de curto prazo, segundo a própria CNC.

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CBN Mercado de Trabalho: no Dia do Trabalho, prossegue em curso uma revolução silenciosa

Nesta segunda-feira (2), no programa CBN Vale 1ª Edição, a comentarista do quadro CBN Mercado de Trabalho, Karla Clarinda, falou sobre o Dia do Trabalhador, comemorado no dia 1º de maio, último domingo.

E chegamos a mais um 1º de maio, uma das datas mais representativas do calendário mundial. Dificilmente alguém não sabe o que essa data comemora. Mas, será que temos motivos para comemorar? Na verdade, sim. Sem a revolução acontecida em Chicago, no ano de 1886, não teríamos estabelecida a jornada de trabalho de oito horas diárias.

Acontece que, depois deste marco que mudou para sempre a história da humanidade, novas revoluções trabalhistas aconteceram ao redor do mundo. Aliás, são revoluções que acontecem todos os dias de maneira silenciosa em meio à roda viva da vida, sem nos darmos conta.

Se você segue sua trajetória profissional há mais de 20 anos, proponho-lhe um exercício. Lembre como era o seu dia a dia na firma, desde quando você batia o cartão até o momento da saída. Tenho certeza que há procedimentos que você fazia na época e que hoje já não são realizados. E se eles ainda existem, certamente, é de maneira diferente, provavelmente com menos interferência humana.

As mudanças na rotina de trabalho, se não são todas positivas, assim deveriam ser. Independentemente disso, é de bom grado que elas sejam absorvidas. Não adianta brigar contra o tempo, pois ele não vai parar, muito menos retroceder. E deixo claro que não estou falando de legislação, já que se eu fosse entrar nessa seara, em vez de um artigo, eu escreveria um livro repleto de questões controversas.