
No quadro CBN Economia, desta quarta-feira (13), o comentarista José Joaquim do Nascimento, apresentou de forma direta e esclarecedora, o grande temor para a sociedade brasileira em um ano de altos índices de inflação, o empobrecimento da população. Confira.
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Os aumentos dos preços das principais commodities nacionais, tanto petrolíferas, como alimentícias, decorrentes de fatores internos (níveis de chuvas e redução de áreas plantadas, para os alimentes) e externos (Pandemia e Guerra da Rússia e Ucrânia, que desorganizaram as cadeias produtivas e logísticas) já representam o pior inimigo dos brasileiros que vivem de salários e dos gestores das empresas que assistem seus custos subirem todos os dias.
As medidas de contenção da inflação pelo Governo não vem surtindo efeitos e a prova disto é que o custo do dinheiro (taxa de juros) já subiu em um ano quase 10%. As reduções e isenções de tributos para a importação de vários produtos já acontecem há mais de um ano. Os pacotes de bondades e criação de fundos estabilizadores, para o caso dos combustíveis, a queda da taxa de câmbio e até do Barril do petróleo no mercado internacional, não se mostram suficientes pra queda dos preços no País.
Justo ela (a inflação) que prejudica as classes mais vulneráveis e agora assusta até os mais altos tecnocratas do Governo Federal (presidente do Banco Central). O que realmente poderá levar a uma queda da inflação este ano de 2022 é queda da demanda decorrente da perda constante de renda dos consumidores, principalmente, os assalariados.
Os trabalhadores vêm assistindo a uma redução da renda desde 2020 quando a média era de R$ 2.876,00. Somente em 2021 houve uma queda média de 7%, passando para R$ 2.587,00. E continua este ano de 2022, principalmente, devido à perda de capacidade produção de várias indústrias.
Com a geração de emprego perdendo força em 2022, a renda continuará caindo e a consequência é uma menor capacidade de consumo. Com preços mais elevados e rendas menores o consumo cairá com certeza, o que se traduzirá na maior âncora para segurar a inflação e, em um maior flagelo social, ou ainda, a maior causa do empobrecimento da nação este ano.