
O presidente Jair Bolsonaro (PL) decidiu pela demissão do presidente da Petrobras, o general da reserva Joaquim da Silva e Luna, nesta segunda-feira (28/3).
A decisão tomada por Bolsonaro (PL) diante das pressões sobre o Governo Federal em relação à escalada no preço dos combustíveis. Quem deve assumir cargo é Adriano Pires, economista e especialista do setor de óleo de gás.
A demissão de Luna e Silva causou efeito imediato na Bolsa de Valores, e as ações da estatal foram negociadas em baixa. Ao final desta segunda-feira, as ações preferenciais (PETR4, sem direito a voto) fecharam em queda de 2,41%, cotadas a R$ 31,52.
O general Joaquim da Silva e Luna substituiu o economista Roberto Castello Branco, que também havia sofrido pressão do governo federal por conta da política de preços da estatal. Desde 2016, ainda na gestão de Pedro Parente, a empresa adotou a política de paridade internacional (PPI) para definir o preço da gasolina e diesel nas refinarias.
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Cai mais um Ministro da Educação; demissão veio após suposto favorecimento de pastores com verba pública
O ministro da Educação, Milton Ribeiro, pediu demissão do cargo nesta segunda-feira (28), após vir à tona o escândalo de um suposto favorecimento de pastores na distribuição de verbas do ministério. É a quarta vez que o atual governo federal decide trocar de ministro.
O pedido de exoneração foi entregue ao presidente Jair Bolsonaro na tarde desta segunda-feira, no Palácio do Planalto.
Milton Ribeiro iria ser ouvido pela Comissão de Educação do Senado, na próxima quinta-feira (31), sobre o caso que foi denunciado pelo jornal O Estado de S. Paulo, que revelou a existência de um “gabinete paralelo” no MEC comandado por dois pastores evangélicos sem cargo oficial na pasta.
Segundo a reportagem, os pastores Arilton Moura e Gilmar Santos teriam cobrado vantagens ilícitas de prefeitos para facilitar a liberação de verbas no âmbito do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), fundo ligado ao MEC. Em seguida, o jornal Folha de S. Paulo revelou um áudio atribuído a Ribeiro, que afirma que a intermediação por meio dos pastores atendia a um pedido direto do Presidente Jair Bolsonaro.
Com a saída de Milton Ribeiro, o secretário-executivo, Victor Godoy Veiga, deve assumir o comando da pasta até o final desta semana, já que outros ministros do governo também deverão deixar seus cargos para disputarem as eleições, conforme determinação do TSE (Tribunal Superior eleitoral).