
O ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Raul Araújo, que proibiu manifestações políticas por artistas no festival Lollapalooza, em São Paulo, teve entendimento diferente ao permitir a manutenção de outdoors em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL).
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Foram duas decisões do juiz entre fevereiro e março, que mantiveram outdoors a favor do presidente, instalados por instituições do setor agrícola em diversos estados do país, em um ano de eleições presidenciais.
Raul Araújo acatou pedido de liminar do PL, partido de Bolsonaro, e entendeu que as manifestações das cantoras Pabllo Vittar e Marina durante os shows de sexta-feira (25) no Lollapalooza configuraram ato de propaganda eleitoral antecipada.
Em fevereiro, o PT apresentou no TSE uma representação contra Bolsonaro, pelo mesmo motivo, mas o juiz negou o pedido, afirmando que não era possível afirmar que Bolsonaro tinha conhecimento do material publicitário em seu benefício, e que por isso, entendeu que não havia propaganda eleitoral antecipada nos outdoors.
As Instituições acionadas pelo PT foram a Aprosoja (Associação Brasileira dos Produtores de Soja), a Copper (Cooperativa dos Produtores Agropecuaristas do Paraíso e Região), a Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso do Sul) e o Sindicato Rural de Cuiabá.
Protestos no Lolla
Neste fim de semana, em São Paulo, Pabllo Vittar desfilou com uma bandeira do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante seu show.
Quem também se manifestou foi a cantora britânica Marina, durante sua performance, acabou xingando o presidente. O rapper Emicida entrou no palco chamando o show de “Lulapalooza” e pediu que os adolescentes tirassem título de eleitor para participarem do pleito este ano.
Presidente em clima de campanha
Na manhã de domingo (27), Bolsonaro criticou as pesquisas eleitorais que apontam Lula com ampla vantagem nas intenções de voto no primeiro turno e voltou a homenagear o coronel Carlos Brilhante Ustra (morto em 2015, condenado pela Justiça por tortura durante a ditadura militar). O presidente também negou casos de corrupção em sua gestão, mas não falou sobre as ações de pastores que teriam se beneficiado de verbas do Ministério da Educação, a seu pedido.
Em seu discurso, Bolsonaro disse que sua luta neste momento (ano eleitoral) é do “bem contra o mal”, e não da “esquerda contra a direita”.
O presidente participou no domingo de um evento do PL chamado ‘Filia Brasil’, ao lado do senador e ex-presidente Fernando Collor de Melo (Pros-AL), que sofreu processo de impeachment em 1992, e o presidente do PL, Waldemar da Costa Neto (que chegou a ser preso em 2013 por lavagem de dinheiro e corrupção passiva por envolvimento no mensalão e, em 2016, teve perdão da pena).