
A receita bruta real do comércio varejista da Região Metropolitana do Vale do Paraíba em 2021 registrou um aumento de 10% com relação a 2020.
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A Informação foi divulgada pelo Sincovat (Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e região) resultado da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), da FecomercioSP.
De acordo com os dados, a receita bruta real do comércio varejista da Região foi de R$ 46.016.448.000,00. Para o Sincovat esse crescimento foi puxado pela reabertura dos estabelecimentos pós-restrições de horário e ocupação e também pelo consumo represado de bens não essenciais.
Em 2020, as receitas de importantes segmentos como lojas de vestuário, tecido e calçados e concessionárias de veículos caíram drasticamente – 26,5% e 19,1%, respectivamente. Por outro lado, supermercados (+14,3%) e materiais de construção (+18,2%) apresentaram aumento de vendas.
Para o presidente do Sincovat e vice-presidente da FecomercioSP, Dan Guinsburg, o ano de 2022 não está sendo fácil para o varejo.
“A inflação está impactando o poder de compra dos brasileiros de tal forma que a prioridade para os bens essenciais está prevalecendo novamente. Isso impacta negativamente as vendas do varejo e nos permite projetar que não teremos neste ano o mesmo desempenho do ano passado”, finaliza.
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IBGE: IPCA-15, prévia da inflação em março é a maior para o mês desde 2015
O IPCA-15, indicador medido pelo IBGE e considerado prévia da inflação oficial do país, ficou em 0,95% neste mês de março.
Registrou um recuo mínimo em relação ao índice de 0,99% registrado em fevereiro – mas, assim como no mês passado, também foi uma das maiores variações para o mês dos últimos anos – para ser precisa, foi a maior variação para março desde 2015.
Houve variações positivas em todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados mas, segundo o IBGE, o resultado da prévia da inflação em março foi influenciado principalmente pelo grupo alimentação e bebidas, que teve variação próxima a 2%. ´
As maiores altas do grupo vieram dos alimentos para consumo no domicílio.
O preço da cenoura, por exemplo, disparou e registrou alta de mais de 45%. O IBGE destacou também as altas nos preços do tomate, das frutas, da batata-inglesa, do ovo de galinha e do leite longa vida.
Outros dois grupos que também pressionaram de forma significativa o IPCA-15 de março foram Saúde e cuidados pessoais e Transportes.
Juntos, os três grupos – alimentação, saúde e transportes – representaram cerca de 75% do impacto total do índice.
No primeiro trimestre do ano, a alta acumulada do IPCA-15 é de 2,54% e, no ano, de 10,79%.
O IPCA foi revisado de 7% a 7,8% neste ano, devido ao forte aumento no preço dos alimentos e a expectativa de que os preços de combustíveis continuarão subindo, e de 4% para 4,3% em 2023, considerando o impacto inercial da inflação deste ano — patamares muito acima da meta do BC.
A diferença entre o IPCA-15, considerado prévia da inflação, e o IPCA, que é o índice oficial de variação dos preços, é o período de coleta.
A prévia considera preços medidos pelo IBGE geralmente entre o dia 16 do mês anterior ao 15 do mês de referência. Já os preços considerados para o cálculo do IPCA são coletados entre o primeiro e o último dia do mês.