
O IPCA-15, indicador medido pelo IBGE e considerado prévia da inflação oficial do país, ficou em 0,95% neste mês de março.
• Leia mais notícias da região clicando aqui
Registrou um recuo mínimo em relação ao índice de 0,99% registrado em fevereiro – mas, assim como no mês passado, também foi uma das maiores variações para o mês dos últimos anos – para ser precisa, foi a maior variação para março desde 2015.
Houve variações positivas em todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados mas, segundo o IBGE, o resultado da prévia da inflação em março foi influenciado principalmente pelo grupo alimentação e bebidas, que teve variação próxima a 2%. ´
As maiores altas do grupo vieram dos alimentos para consumo no domicílio.
O preço da cenoura, por exemplo, disparou e registrou alta de mais de 45%. O IBGE destacou também as altas nos preços do tomate, das frutas, da batata-inglesa, do ovo de galinha e do leite longa vida.
Outros dois grupos que também pressionaram de forma significativa o IPCA-15 de março foram Saúde e cuidados pessoais e Transportes.
Juntos, os três grupos – alimentação, saúde e transportes – representaram cerca de 75% do impacto total do índice.
No primeiro trimestre do ano, a alta acumulada do IPCA-15 é de 2,54% e, no ano, de 10,79%.
O IPCA foi revisado de 7% a 7,8% neste ano, devido ao forte aumento no preço dos alimentos e a expectativa de que os preços de combustíveis continuarão subindo, e de 4% para 4,3% em 2023, considerando o impacto inercial da inflação deste ano — patamares muito acima da meta do BC.
A diferença entre o IPCA-15, considerado prévia da inflação, e o IPCA, que é o índice oficial de variação dos preços, é o período de coleta.
A prévia considera preços medidos pelo IBGE geralmente entre o dia 16 do mês anterior ao 15 do mês de referência. Já os preços considerados para o cálculo do IPCA são coletados entre o primeiro e o último dia do mês.