Pesquisadores da USP desenvolvem algoritmo que combate assédio sexual contra crianças

Pesquisadores da USP desenvolvem algoritmo que combate assédio sexual contra crianças
(Foto: CBN VALE/algoritmo)

Vivemos em uma sociedade cada vez mais conectada com o mundo virtual, que traz benefícios, inovação e bem-estar. Grande parte da atual geração nasceu na era digital e desconhece termos como “caiu a ficha”, “curso de datilografia” e a saudosa, para alguns, “máquina de mimeógrafo”.                    algoritmo

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Crianças muito pequenas já têm acesso a meios digitais como jogos, ou mesmo aplicativos de mensagens. E é aí que os pais precisam ficar atentos, já que uma coisa não mudou na era digital, a possibilidade de crimes contra crianças e adolescentes.

A Rádio CBN São José dos Campos e Vale entrevistou nesta quarta-feira (22) Robson Leonardo Ferreira Cordeiro, professor de Ciências de Computação da Universidade de São Paulo (USP), para falar de um algoritmo que monitora conversas on-line de crianças e adolescentes e detecta assédio sexual.

Basicamente, o algoritmo utiliza um conjunto de informações sobre o comportamento do usuário e o conteúdo das mensagens para detectar conversas suspeitas e, assim, notificar os pais.

A pesquisa do Grupo de Bases de Dados e de Imagens (GBdI) do ICMC da USP contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Desafios

O código avança na criação de dados para pesquisas na área, mas encontra como desafio a constante mudança na forma como nos expressamos e o fato de estar disponível apenas em língua inglesa.

Segundo o pesquisador, para se chegar a um produto pronto para o uso, primeiro seria necessário firmar parcerias com órgãos de segurança, como a Polícia Federal (PF) para ter acesso a dados sigilosos (em língua portuguesa) com conteúdo suspeito, para o constante aprimoramento do algoritmo com os termos comuns ao crime sexual.

Outro acordo seria com as empresas de aplicativos de mensagens, para que o algoritmo fosse uma das ferramentas a serem disponibilizadas aos usuários.

Ouça a matéria de Marcelo Rocha: