
Trabalhadores da Avibras realizaram na manhã desta terça-feira (22), em São José dos Campos uma passeata contra as 420 demissões ocorridas na última sexta-feira (18).
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Os funcionários demitidos nas unidades de Jacareí e Lorena, decidiram na segunda-feira (21) por uma paralisação de 24 horas, após a empresa negar a reintegração dos demitidos. O sindicato informou que a passeata seguirá até a prefeitura de São José dos Campos, e a ideia é sensibilizar o poder público para que a empresa reverta as demissões.
A Avibras possui uma unidade instalada em São José, e uma reunião com o prefeito Felicio Ramuth foi solicitada por meio de oficio assinado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de SJC e Região.
A assessoria de imprensa da prefeitura divulgou nota sobre o pedido do Sindicato:
“Nota:
As demissões ocorreram nas unidades de Jacareí e Lorena.
Ontem eles protocolaram um pedido de agenda e vieram sem marcar. Eles fizeram o protesto e foram embora.
O Departamento de Relações Comunitárias estará disponível para atendê-los”.
Os trabalhadores dispensados acusam a Avibras de ter feito demissão em massa sem uma negociação prévia do o Sindicato, que alega que medidas alternativas poderiam ter sido adotadas para evitar as dispensas, entre elas, o sistema de Lay Off já utilizado anteriormente por empresas da região, férias coletivas ou mesmo o Plano de Demissões Voluntárias (PDV).
O Lay Off consiste na redução temporária dos períodos normais de trabalho ou a suspensão dos contratos de trabalho efetuada por iniciativa da empresa, durante um determinado tempo, na forma prevista no artigo 476-A da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Um dos pedidos do Sindicato é que o Governo Federal estatize a Avibras, pela sua importância estratégica para o país já que a empresa atua na produção de armamentos para o Ministério da Defesa.
Recuperação Fiscal
A Avibras entrou pela terceira vez em sua história, com um pedido de recuperação judicial na justiça, e desta vez, alega uma dívida de R$ 640 milhões.
Esta não é a primeira vez que a Avibras entra em processo de recuperação judicial. Em 1990 e em 2008, a empresa já havia passado por esse regime.