Para prefeito Felicio Ramuth, paralisação de servidores municipais foi ‘ato antidemocrático’

Para Felício Ramuth, paralisação de servidores foi ato antidemocrático
(Foto: CBN VALE)

O prefeito de São José dos Campos, Felicio Ramuth (PSD) foi o entrevistado do Jornal CBN Vale 1ª Edição, desta segunda-feira (21), que adiantou uma importante notícia para o cidadão joseense, a de que até o final desta semana deverá anunciar oficialmente sua decisão de deixar ou não a prefeitura para concorrer ao Governo de São Paulo, pela sigla.

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Ramuth também considerou uma boa opção a possível filiação do Governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB) junto ao PSD, que poderá ser uma grande força além da polarização entre Lula e Bolsonaro para a eleição presidencial de 2022.

Cidade inteligente

O prefeito também falou sobre a importância do reconhecimento da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) em certificar São José dos Campos como a primeira cidade inteligente do Brasil, prêmio que apenas 79 cidades já alcançaram. Foram 276 indicadores avaliados para que o município fosse contemplado com esse título, e entre eles, três fatores foram determinantes: as normas ISO 37120 – Cidades Sustentáveis, ISO 37122 Tecnologia e ISO 37123 – Cidades Resilientes.

Felicio comentou que além de receber o título de Cidade Inteligente, também será necessária a manutenção desse status, já que a cada ano é preciso renovar a certificação, mantendo ou mesmo ampliando os indicadores que concedem essa indicação.

Paralisação dos servidores

O prefeito também comentou sobre as reivindicações de servidores públicos que pedem o reajuste do valor do gatilho salarial, no período que ficou congelado por meio da Lei 173, do governo federal, de maio de 2020 a dezembro de 2021.

Segundo o prefeito, até o final do mês de março a inflação deve alcançar o total de 5%, que segundo a legislação, obriga a prefeitura a conceder essa reposição salarial, que deverá ser paga em abril de 2022. Para Felicio, a paralisação dos servidores no último dia 10 de março, foi um ato antidemocrático pelo não cumprimento de uma decisão judicial favorável à prefeitura e contra o movimento sindical.

O prefeito informou que há uma nova paralisação prevista para o dia 24 de março, mas que a prefeitura já conseguiu outra liminar obrigando o sindicato “a manter 100% de atendimento à população”.

Ouça a matéria de Marcelo Rocha: