
A Rádio CBN São José dos Campos e Vale entrevistou nesta quinta-feira (17) o Luiz Felipe d’Avila (NOVO), pré-candidato à presidência da república, para falar de sua candidatura às eleições de 2022.
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Felipe reforçou a proposta da sigla de abrir mão do fundo eleitoral, algo considerado por ele como ‘uma vergonha’, tomando como exemplo o valor de R$ 670 milhões gasto para vacinar os brasileiros contra a covid-19, e o total de R$ 2 bilhões liberado para ser gasto em apenas dois meses de campanha política.
Abertura da economia brasileira
Para uma retomada do crescimento do país, Felipe d’Avila propõe a abertura da economia brasileira, principalmente, com a privatização de empresas estatais para a geração de emprego e renda. Com a abertura dos mercados, aumentaria a competição, e consequentemente, a oferta de produtos mais baratos. Felipe citou o exemplo de estatais do setor de telecomunicações.
No passado era comum pessoas investirem na compra de linhas telefônicas, que eram caras e negociadas em balcões de vendas, como a bolsa de valores. Com a privatização do setor, houve a queda nos preços das linhas telefônicas, que antes era restrita a pessoas com alto poder aquisitivo.
Privatização da Petrobras
Felipe disse que irá privatizar a Petrobras caso seja eleito presidente. Para o pré-candidato, a estatal virou ‘cabide de empregos’ e alvo de interesses políticos. Ele citou o exemplo do atual governo que ‘procura intervir nos preços’ praticados pela empresa. Para Felipe, ao invés de o governo interferir na política de preços da Petrobras, deveria ser criado um Fundo de Estabilização para diminuir a volatilidade do preço em tempos de grande oscilação de valores no mercado internacional.
Para conseguir implantar esse Fundo, não seria necessário alterar a política tributária de estados e municípios, como o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), proposta pelo governo federal, algo que prejudicaria a arrecadação fiscal. Para a formação do Fundo de Estabilização, seriam utilizados os royalties do petróleo, que poderiam chegar a R$ 500 bilhões até 2031, além das partilhas das receitas petrolíferas, que seriam mais R$ 116 bilhões.
Polarização das eleições para presidente
Segundo Felipe d’Avila, manter a polarização entre Lula e Bolsonaro é prejudicial para o país, pois seria perpetuar o baixo crescimento econômico, além de afastar os investidores internacionais.
O perfil que o brasileiro deveria mirar nas eleições desse ano, é o de um ‘presidente pacificador’, capaz de manter a nação unida, visando o crescimento econômico com a geração de renda e emprego.