
O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, acertou nesta segunda-feira (7) sua filiação ao PSB, e abre caminho para concorrer como vice de Lula nas eleições de 2022.
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Desde o ano passado, Alckmin tem seu nome cogitado à sigla de Márcio França, candidato do PSB ao governo de São Paulo. Em agosto d 2021, o então deputado estadual de PV, Padre Afonso Lobato, já havia cravado, em entrevista concedida ao Jornal CBN Vale 1ª Edição, que Geraldo Alckmin iria se desligar do PSDB e partiria para a filiação junto ao PSB.
Agora, o ex-governador de São Paulo deve concorrer à eleição presidencial como vice de Lula, caso o partido confirme acordo de federação com o PT. O anúncio da filiação foi feito após reunião com o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira.
O dirigente e Alckmin ainda não definiram a data de filiação, mas o acordo é um passo importante na aproximação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os pessebistas. A estratégia é lançar Alckmin candidato a vice na chapa encabeçada pelo petista.
A ida de Geraldo para o PSB, porém, não resolve o impasse sobre a candidatura do campo da esquerda em São Paulo.
Segundo aliados do ex-governador, um cenário possível é que Alckmin e Lula se dividam nos palanques aliados no Estado: o ex-tucano pedindo votos a Márcio França (PSB) e Lula para o ex-prefeito Fernando Haddad (PT). Até agora, os dois partidos não conseguiram unificar seus projetos no principal colégio eleitoral do País.
O ex-governador Márcio França, principal aliado de Geraldo no PSB, e o prefeito de Recife, João Campos, também estavam na reunião entre o ex-tucano e o presidente nacional do PSB. O principal dirigente da legenda no Estado, Jonas Donizete, foi outro participante no encontro, revelado pela jornalista Andréia Sadi e confirmado pelo Estadão.