Um balão caiu e acabou atingindo um avião da Gol na manhã deste domingo (20) no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.
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O incidente acabou provocando a paralisação das operações do aeroporto por cerca de 9 minutos. Depois da queda de um 1º balão, um outro caiu logo, inclusive soltando muita fumaça depois do pouso. Esse outro balão possuía o logo da emissora SBT, com fotos de personagens do programa de humor “A Praça é Nossa”.
A assessoria de comunicação da empresa emitiu uma nota oficial repudiando o ato:
“O SBT esclarece que o balão que caiu nesse domingo dia 20 no Aeroporto de Guarulhos não tem qualquer relação com a empresa. A emissora é contra a soltura de balões e espera que as autoridades apurem a responsabilidade pela autoria do fato”.
Casos iguais a esse não são incomuns no Aeroporto de Guarulhos. Em 2021, foram registradas ao menos 44 ocorrências semelhantes. Em 2020, foram outras 33 ocorrências.
Soltar balões é crime previsto na lei de crimes ambientais, artigo 42 da lei 9.605, de fevereiro de 1998. A lei foi criada com o objetivo de proteger as florestas e vegetações, bem como evitar riscos para a vida humana, dos animais ou plantas.
Os equipamentos podem provocar incêndios em florestas e áreas verdes. Na aviação, os balões podem colidir com aviões e enroscar em suas turbinas, podendo provocar incêndios.
RISCO BALOEIRO
Entre os estados com maior incidência do risco baloeiros estão São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Minas Gerais. Quando um piloto de avião se depara com a situação de avistar um balão no espaço aéreo durante um voo, ele faz o chamado report ao Cenipa.
DENUNCIE
Qualquer cidadão que tenha avistado balões perto de aeronaves em procedimento de pouso, decolagem ou em voo de cruzeiro, pode fazer o registro da ocorrência no portal do Cenipa. Ações suspeitas podem ser também reportadas para a Polícia (190) ou pelo Disque-Denúncia (181).