Pandemia de Covid-19 gera fobia social ao diminuir interação com outras pessoas

Especialista da Rede São Camilo SP explica sobre a fobia social e o porquê de a ressocialização pós-pandemia ser mais difícil 

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(Foto: Reprodução/CBN VALE)

O isolamento social imposto pela pandemia de Covid-19 obrigou grande parte da sociedade a ficar dentro de casa até o início da vacinação e a liberação dos espaços públicos.

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A Dra. Aline Sabino, psiquiatra da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, explicou que esse isolamento imposto pela pandemia de coronavírus, gerou fobias sociais ao diminuir a interação entre as pessoas neste período.

A psiquiatra relatou que houve um aumento expressivo nos atendimentos de pessoas com crises de ansiedade e fobias. Esta última é um medo da exposição e contato com as pessoas.

Fobia Social

Agora que vivemos em um momento de flexibilização, com o retorno das atividades presenciais, por conta do avanço da vacinação, será comum que as pessoas que estavam no isolamento se sintam receosas em voltar à rotina pré-pandemia, destacou a Dra. Aline Sabino.

A psiquiatra contou que é possível identificar quando algum familiar ou pessoa próxima demonstra sinais de fobia social, como medo intenso, sintomas físicos como ataque cardíaco, tremor, sudorese, paralisação, palidez, medo extremo da contaminação, banho e limpeza excessiva. Esses são alguns dos sinais de que a pessoa possui a fobia e de que precisa procurar ajuda profissional.

Aumento de depressão e ansiedade na pandemia

Segundo um estudo publicado pela revista científica Psychiatry Research sobre os impactos da Covid-19 na saúde mental da população mundial, a incidência de ansiedade e depressão, respectivamente, foi quatro e três vezes mais frequente quando comparada aos dados levantados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nos últimos anos.  

No Brasil, um estudo da Universidade de São Paulo (USP) mostra que o país lidera o ranking de depressão e ansiedade causadas pela pandemia. Conforme a pesquisa, 63% e 59% dos brasileiros maiores de 18 anos apresentaram relatos de ansiedade e sintomas de depressão, respectivamente. Além disso, dados do Congresso Brasileiro de Psiquiatria indicam que as fobias sociais atingiram cerca de 13% da população brasileira.

Ouça a matéria de Julia Lopes: