
O trabalhador brasileiro que ainda não retirou o abono salarial do PIS/Pasep referente ao ano-base 2019 terá que esperar um pouco mais para resgatar o dinheiro.
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De acordo com dados do Ministério do Trabalho e Previdência, cerca de 320 mil trabalhadores têm dinheiro do benefício esquecido, num total que chega R$ 208 milhões.
Inicialmente, o prazo para pedir esses valores começaria nesta terça-feira (8), junto com o pagamento do PIS/Pasep deste ano que tem como ano-base 2020.
O cronograma dos valores “esquecidos”, no entanto, mudou. O governo vai liberar primeiro o abono deste ano, para aqueles que têm direito, a partir dessa terça, e quando o calendário de pagamento terminar, dará início ao saque dos atrasados o que, portanto, só será feito a partir de 31 de março.
Este ano, 22 milhões de trabalhadores têm direito ao abono salarial do PIS e 1 milhão receberão o Pasep, num total que ultrapassa R$ 21,8 milhões.
A partir do momento da liberação, os valores poderão ser retirados até 29 de dezembro. Caso o trabalhador não faça o saque até o fim deste ano, ele só poderá pedir a reemissão a partir das definições do calendário de 2023.
Lembrando que o PIS é destinado aos trabalhadores do setor privado e é pago na Caixa Econômica Federal.
Já o Pasep é o abono pago a servidores públicos por meio do Banco do Brasil.
Para ter direito ao Abono, o trabalhador precisa estar cadastrado no PIS/PASEP há pelo menos cinco anos, além de ter recebido remuneração mensal média de até dois salários mínimos durante o ano-base.
O cidadão também precisa ter exercido atividade remunerada para Pessoa Jurídica, durante pelo menos 30 dias, consecutivos ou não, no ano-base considerado para apuração.
O empregador (Pessoa Jurídica) deve conceder as informações do funcionário corretamente na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS)/eSocial.
Para consultar se e quanto vai receber, é só acessar o aplicativo Carteira de Trabalho Digital, ou por ligar para a central 158.