
O Sistema de Informações de Valores a Receber (SVR), que saiu do ar cerca de 24 horas depois de entrar em funcionamento, em razão da alta quantidade de acessos simultâneos, só voltará a funcionar daqui há duas semanas.
• Leia mais notícias da região clicando aqui
A informação é do Banco Central sobre o sistema que permite a consulta e o pedido de saque de valores que foram esquecidos pelas pessoas em contas de banco.
No entanto, a quantidade de acessos foi acima do esperado e o BC precisou suspender as operações para ajustes técnicos. A ferramenta saiu do ar por conta do excesso de acessos ao site do BC.
Segundo a instituição, a quantidade de visitas foi 20 vezes maior do que em um dia de alto volume e 50 vezes maior do que num dia normal. Isso provocou instabilidade não só na página do SVR, mas também nos sites do Banco Central, do Registrato e Minha Vida Financeira.
Nas 24 horas em que esteve no ar, 8 mil e 500 pessoas conseguiram usar o sistema e solicitar saques, no valor total de R$ 900 mil. A estimativa da autoridade monetária é que, ao todo, R$ 8 bilhões estejam esquecidos em instituições financeiras.
Em nota, o Banco Central informou que o acesso a plataforma voltará a ser permitido no dia 14 de fevereiro.
Por três semanas, no entanto, a funcionalidade, que fica dentro do site do Banco Central, vai permitir apenas consulta aos eventuais valores esquecidos.
Os pedidos de transferência, se houver dinheiro, só poderão ser agendados a partir de 7 de março.
Onde o SVR recupera dinheiro?
No SVR, valores diversos poderão ser resgatados nas seguintes situações:
• Contas-correntes ou poupança encerradas, mas que ainda tinham saldo disponível;
• Tarifas e parcelas ou obrigações relativas a operações de crédito cobradas indevidamente, desde que a devolução esteja prevista em Termo de
• Compromisso assinado pelo banco com o BC;
• Cotas de capital e rateio de sobras líquidas de beneficiários e participantes de cooperativas de crédito;
• Recursos não procurados relativos a grupos de consórcio finalizados.