
A dona de uma loja no centro de São José dos Campos, Andrea Costa, decidiu proibir a entrada de homens em seu estabelecimento após casos de assédio contra funcionárias e clientes. Na entrada do local, a empresária colocou placas informando que a entrada de homens é proibida.
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Em entrevista à CBN Vale, Andrea Costa contou, que no interior da loja, chamada MR Luxos, situada no Shopping Centro há 15 anos, decidiu criar uma espécie de “lounge”, com TV e vídeo game, onde eram servidos cerveja e uísque, para os homens que iam até a loja acompanhar suas companheiras ficarem em um ambiente reservado, para deixa-los à vontade.
No entanto, a empresária relatou que os homens não ficavam sentados no local destinado para eles, mas ficam andando pelo estabelecimento atrás das mulheres. “Quando não era depreciando o corpo delas era olhando as outras clientes provarem. Eles depreciavam do tipo: Nossa está horrível isso em você. Não está vendo que está aparecendo sua bunda toda? Com esse decote você não vai!”, entre outros tipos de assédio verbal. Andrea falou que muitas vezes, os homens depreciavam as mulheres e saiam da loja sem levar os produtos.
Mas, a situação que fez com que a empresária tomasse a decisão de impedir a entrada de homens no estabelecimento, foi o fato de que muitos clientes masculinos iam até a loja e pediam para provar as roupas femininas. Sem reação, as vendedoras acabavam deixando. Porém, muitos deles entravam no local para ficar vendo as outras clientes provarem as roupas e também as modelos.
Andrea explicou que como o seu público e vendas é 99% na internet, ela criou um estúdio de fotos e vídeos dentro da loja, que usa para a divulgação.
“Vendemos moda praia entre variedades de looks para todas as ocasiões. Os ‘clientes’ iam na loja só para ficar olhando as modelos. Ficava uma situação muito chata, a mulher do cara escolhendo e ele ‘comendo’ as modelos com os olhos. Já aconteceu barraco da cliente meter a mão no cara dentro da loja porque ele estava em cima das modelos. Já fiz o ambiente estratégicos para que eles se sentem e não tenham acesso visual ao estúdio, mas eles dizem que não querem sentar e ficam do lado do estúdio. Olha, já tivemos casos deles pedirem pra provar a roupa e as vendedoras irem pegar a roupa no provador e estar gozada”, contou a empresária.
Por conta desses episódios de assédio, Andrea Costa colocou avisos na vitrine da loja, pedindo que se os homens não fossem provar, esperassem do lado de fora. E além de uma placa que proíbe a entrada de homens. Veja abaixo.
A empresária contou que tomou a medida porque as clientes merecem um lugar seguro. “Acredite. Já passamos muita coisa. Nossas clientes merecem um lugar seguro. Criamos um ambiente onde servimos champanhe e chocolate, para que elas vão até a loja e se sintam maravilhosas. Saiam da cabine e olhem nós espelhos da loja e que comprem o que quiserem”, disse Andrea Costa.
A empresária disse ainda que era muito constrangedor, tanto para as funcionárias, quanto para as clientes, que sofriam os assédios dos homens. “Mas infelizmente foi o único jeito de trabalharmos. Era uma coisa meio óbvia né, loja feminina ser um ambiente para compras, fofoca, drinks, relaxar. Sem homens enchendo o saco, mas parece que não entendem”, finalizou Andrea.
Mesmo com a proibição, muitos homens continuam indo até a vitrine da loja para olhar as mulheres que experimentam as roupas. Por conta disso, a empresária, de vez em quando, precisa chamar o segurança do shopping para retirar os assediadores. Outra medida que a loja teve que adotar, foi de tampar a vitrine com tecidos para que ninguém enxergue a loja do lado de fora, para evitar os olhares.
Loja teve que passar por mudanças após casos de assédio

Andreia Costa

