
Nesta quinta-feira (20), o comentarista do quadro CBN Política Regional, Hélcio Costa, falou em entrevista ao programa CBN Vale 1ª Edição sobre o fim do mistério em relação ao futuro do Prefeito Felício Ramuth no PSDB, em outras palavras:
É fogo no parquinho! Num vapt-vupt, acabou o mistério.
No intervalo de poucas horas, Felício Ramuth anunciou seu desligamento do PSDB, onde militou por 28 anos, e sua filiação ao PSD de Gilberto Kassab.
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Fim do segredo de polichinelo …
Felício, o vice-prefeito Anderson Farias, boa parte dos secretários e uma batelada de gente começaram essa semana um desembarque em massa do ninho tucano. No governo, Felício jura que não terá mudanças.
Sobre as razões da troca, ele não foi tão claro. Fala em insatisfação com o PSDB e com João Doria, mas encarna um “Rolando Lero” ao ser perguntado sobre ser candidato a governador, sob as bênçãos de Kassab. Novo segredo de polichinelo, que traz embutido uma saia-justa: para ser candidato, Felício terá que renunciar ao cargo de prefeito em abril, rompendo um pacto firmado com os eleitores no pleito de 2020. Está aí outro mistério. Deixar um mandato pela metade não pega bem.
O dedo na ferida foi colocado por um aliado, o deputado federal Eduardo Cury, que botou “fogo no parquinho” com uma nota dura, na qual discorda da decisão de Felício. Falando em nome dele e de Emanuel Fernandes, ícone político na cidade, Cury diz, com todas as letras, que Felício vai abandonar a prefeitura e que melhor seria cumprir os três anos que restam. Como ele, Cury, e Emanuel assim fizeram.
Desde a nota e as entrevistas do deputado, Felício adotou uma linha paz e amor enquanto brigadas de bombeiros tentam apagar o incêndio. Boa sorte. O certo é que a decisão de Felício mexe, ou melhor, sacode com o tabuleiro político da cidade. As peças devem voltar a se encaixar, não se sabe bem como.
O ano está só começando e existe um calendário eleitoral com etapas a serem cumpridas. Cury vai usar a janela partidária para migrar para os braços de Kassab? Pela reação, parece difícil. A grife PSDB vai resistir? Há quem creia nisso. O certo é que Felício deve deixar, de fato, a prefeitura até abril atrás de um sonho, pessoal, mas legítimo, de ser governador do Estado.
Se vai dar certo ou não, isso só o tempo dirá.