
O ano de 2021 foi um período turbulento para o mercado mundial por conta da pandemia da Covid-19 e suas variantes, e isso fez com que diversos setores sofressem profundas quedas no faturamento, gerando ambientes de recessão e desemprego. No Brasil, essa tendência não foi diferente, ainda mais por conta do contexto político que o país vive, o que vem perturbando ainda mais a economia do país.
Essa é a opinião de Thiago Marques, planejador financeiro e economista da Plátano Investimentos, que foi o entrevistado do Jornal CBN Vale Primeira Edição, na segunda-feira (27), e que falou também sobre as expectativas para a economia e o mercado financeiro em 2022.
Thiago concorda que a pandemia atravancou o comércio internacional e setores estratégicos como o turismo em uma escala severa, com consequências impactantes para o Brasil. A política, sendo ele, poderia ter amenizado os efeitos da Covid-19, mas o que ocorreu foi justamente o inverso, um agravamento do efeito negativo nos mercados.
O economista disse que a previsão do mercado para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), em 2022 deverá ficar em torno de 0,5%. Já o IPC-A (Índice Nacional de Preço do Consumidor Amplo) deverá fechar o ano que vem, em 5,03%. Esses números ainda podem sofrer influências internas, já que se trata de um ano de eleição, período que historicamente há dificuldade de aprovação de projetos no Congresso Nacional.
Na opinião de Thiago, o mercado está aguardando uma terceira via eleitoral, mais neutra, que possa encaminhar os projetos importantes para o Brasil de uma forma mais amena, além de atrair o ânimo dos investidores, que neste momento, enxergam a disputa eleitoral muito polarizada.
Já, caso essa terceira via não se mostre forte o suficiente, muito provavelmente, perceberemos uma grande volatilidade nos mercados no ano que vem.
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