
Meses depois de ser instalada, a CPI da Covid trouxe uma denúncia que ninguém esperava e agora é voltada para a investigação de um suposto esquema de corrupção na compra da vacina indiana Covaxin pelo governo de Jair Bolsonaro (sem partido). A compra só não foi finalizada porque o escândalo estourou antes.
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O Planalto negou as acusações de que a aquisição de 20 milhões de doses teria sido superfaturada em 1.000%. A denúncia partiu do deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) e o irmão dele, Luís Ricardo Miranda, que é servidor concursado do Ministério da Saúde.
Durante entrevista ao CBN Vale – 1ª Edição, o deputado federal Eduardo Cury (PSDB), opinou e disse que é preciso ir mais a fundo no assunto para se descobrir o que de fato aconteceu, já que a denúncia veio de um parlamentar que foi contra os próprios colegas, que fazem parte do Centrão. (ouça a reportagem ao final do texto)
Cury reafirmou, durante entrevista, que desconfia das CPIs, já que acordos políticos futuros, entre os parlamentares, podem retroceder e colocar em “cheque” as investigações. Para ele, as apurações deveriam ser mais focadas e menos expositivas.
O deputado ainda destacou que denúncias de suspeitas de irregularidades e corrupção em contratos de compra de vacinas no Ministério da Saúde são crimes inaceitáveis e os responsáveis precisam ser punidos.
Prevaricação
Documentos obtidos mostram que o valor contratado pelo governo, de US$ 15 por vacina (R$ 80,70), ficou bem acima do preço, inicialmente previsto pela empresa Bharat Biotech, de US$ 1,34 por dose.
O deputado federal Luís Claudio Miranda (DEM-DF) afirmou, em depoimento à CPI da Covid, ter informado o presidente em março sobre o suposto esquema. Por conta disso, a Polícia Federal abriu inquérito para apurar se Bolsonaro prevaricou no caso das suspeitas de irregularidades.
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