Trabalhadores da GM aprovam suspensão de 250 contratos com garantia de estabilidade no emprego

(Foto: Roosevelt Cássio)

Os trabalhadores da General Motors aceitaram a proposta da empresa de suspender 250 contratos de trabalho por falta de peças ao mercado automobilístico. A informação foi divulgada pelo Sindicato dos Metalúrgicos que realizou duas assembleias com funcionários nesta quinta-feira (8) e aprovaram o acordo em troca de estabilidade no emprego.

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A proposta foi aceita nos dois turnos: a primeira assembleia aconteceu às 5h20 e a segunda às 14h30. De acordo com o Sindicato, inicialmente não havia garantia da estabilidade para todos os trabalhadores da fábrica, e o benefício de estabilidade seria concedido somente para aqueles que estivessem com o contrato suspenso. O pedido foi colocado em negociação junto a GM, que aceitou a inclusão na proposta.

Desta forma, os contratos permanecerão suspensos a partir da próxima segunda-feira (12), até 25 de agosto, com chances de prorrogação desse período. A medida provisória 1045/21, do Governo Federal, embasou a decisão da montadora e autoriza a suspensão dos contratos por até 120 dias. O acordo aprovado prevê a preservação de direitos e de 100% do salário líquido para aqueles que estiverem com o contrato suspenso.

Também serão inseridos nesse acordo os trabalhadores de grupo de risco da Covid-19 que já estão em licença remunerada. Este grupo totaliza cerca de 100 pessoas. No Vale do Paraíba, a planta da Volkswagen, em Taubaté, também enfrenta o mesmo problema de falta de peças e já anunciou que vai paralisar as atividades a partir da próxima segunda, 12 de julho, por falta de semicondutores e de módulos de airbag para montagem dos veículos.

A fábrica da GM em São José dos Campos produz os modelos S10 e Trailblazer e possui cerca de 3,8 mil trabalhadores, e neste ano, já deu férias coletivas por falta de peças para 200 funcionários, entre 24 de maio e 2 de junho.

(Foto: Roosevelt Cássio)