
Seis em cada dez empresas (63%) viram o faturamento diminuir do início da pandemia até agora. É o que mostra uma pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), divulgada pelo Sincovat (Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e região).
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Mais do que isso, sete em cada dez delas (72%) experimentaram redução no volume de clientes em decorrência das restrições de circulação impostas em meio à crise sanitária, a fim de mitigar os efeitos da transmissão da Covid-19. De acordo com Dan Guinsburg, presidente do Sincovat, setores que puderam funcionar durante o período se beneficiaram e tiram alta no faturamento. (ouça a reportagem ao final do texto)
O estudo mostra, ainda, que 54% dos empresários ouvidos disseram que, antes da crise, tinham uma condição estável no faturamento. Quase um terço deles (31%) respondeu que, na verdade, as condições eram boas – enquanto só 14% passavam por dificuldades até a chegada da pandemia.
São dados que, para o presidente do Sincovat e vice-presidente da FecomercioSP, Dan Guinsburg, expressam os prejuízos que a crise sanitária legou ao ambiente de negócios paulista. Por outro lado, a categoria começa a ganhar fôlego com o avanço da imunização e flexibilização do funcionamento, divulgada pelo Governo de São Paulo. Tais ações são vistas como positivas para o segundo semestre deste ano.
Empregos
Um levantamento feito pelo Sincovat (Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e região), com base nos dados do Novo Caged (Cadastro geral de Empregados e Desempregados), mostra que o comércio da RM Vale criou 955 empregos com carteira assinada em maio de 2021. O desempenho reverte duas quedas mensais seguidas, é o maior desde dezembro e foi puxado pelas atividades varejistas, com a criação de 864 vagas.
Também houve contribuição do atacado (+29 vagas) e do comércio e reparação de veículos (+62 vagas). Já dentro do varejo, o resultado foi puxado no mês pelos supermercados e hipermercados, que criaram 210 vagas.
No acumulado dos últimos doze meses, de junho de 2020 a maio de 2021, o comércio da região possui saldo positivo de 7.121 vagas. Novamente o varejo foi das três divisões aquela que mais evoluiu, com 5.309 novas vagas, puxada desta vez pelo varejo de materiais construção, com 1.169 oportunidades de trabalho.
Considerando o acumulado desde o início dos impactos da pandemia, em março de 2020 (total de 15 meses), o comércio possui avanço de 374 vagas. O varejo está negativo em 39 vagas, o comércio e reparação de veículos registra perda de 324 vagas, enquanto o atacado evoluiu com +737 vagas.
Ouça a reportagem clicando no player de áudio abaixo:
