Vereador Luís Flávio recorre ao Ministério Público devido a mau cheiro em Aterro sanitário de Jacareí

Vereador Luís Flávio recorre ao Ministério Público devido a mau cheiro em Aterro sanitário de Jacareí
(Foto: Alex Brito/PMJ)

O vereador Luis Flavio Dias (PT) protocolou uma representação na 7ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo de Jacareí solicitando instauração de inquérito civil para apurar o agravamento do mau cheiro do Aterro Sanitário, operado pela Concessionária Ambiental, e a lentidão na instalação de uma Usina de Biodigestão, previsto em contrato com a prefeitura.

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Um documento anexou um abaixo-assinado da comunidade com cerca de 1.000 assinaturas de moradores dos bairros Cidade Salvador, Jardim Santa Marina, Parque dos Príncipes, Jardim Real e região, reivindicando providências para eliminar o constante mau cheiro sentido nas ruas e residências. Segundo o parlamentar, a situação se intensificou nos últimos seis meses e alterou a qualidade de vida da população.

O vereador informa que ainda não obteve retorno da Justiça. Ele completa que a concessionária tem que resolver o problema do mau cheiro no aterro e colocar em funcionamento a Usina de Biodigestão, que vai ajudar na eliminação do forte odor.(ouça a reportagem ao final do texto)   

O contrato assinado em 2013 com a Prefeitura de Jacareí, prevê que a Concessionária Ambiental instale e coloque em operação a Usina para reduzir o impacto ambiental no manuseio do lixo e aumentar o tempo de vida útil do Aterro Sanitário.

Luís Flávio completa que os serviços prestados pela empresa vem em declínio nos últimos meses. Para ele, a unidade é capaz de fornecer serviços mais adequados e o espaço pode comportar uma Usina de Biodigestão. Em 2017, o aterro sanitário foi o único da região que recebeu nota 10 no Índice de Qualidade de Aterro de Resíduos (IQR), pela aprovação das condições de tratamento e disposição de resíduos urbanos de 2011 a 2016.

A Prefeitura Municipal esclarece que houve um atraso na ampliação do aterro, que deveria ter ficado pronto em janeiro. A empresa Ambiental alegou que por causa das chuvas não foi possível concluir a obra. Por causa disso, houve acúmulo de lixo na parte alta do aterro, o que ocasionou mau cheiro na região. 

Ainda de acordo com a Prefeitura, a empresa apresentou um cronograma de substituição/renovação total da frota até janeiro de 2022. A pasta aguarda o cronograma de início da operação da Usina de Biodigestão, “uma vez que grande parte dos equipamentos já está instalada no Eco Parque”.