Pix já foi utilizado por 45% da população brasileira adulta, diz diretor-presidente do Sicoob Cressem

Pix já foi utilizado por 45% da população brasileira adulta, diz diretor-presidente do Sicoob Cressem
(Foto: Pixabay)

Em apenas seis meses de operação, a utilização do PIX, serviço brasileiro de pagamentos instantâneos, já supera as ferramentas mais tradicionais de pagamentos, como DOC (Documento de Crédito), TED (Transferência Eletrônica Disponível) e boleto bancário. Desde o seu lançamento em novembro de 2020, cerca de 75 milhões de pessoas já fizeram uso do serviço para pagar ou receber. Ou seja, 45% da população brasileira adulta.

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As transações realizadas pelo PIX (1,547 bilhões) já foram responsáveis pela movimentação de mais de R$ 1,109 trilhão. De acordo com dados do BC (Banco Central), existem mais de 242 milhões de chaves PIX cadastradas, sendo 83 milhões de usuários pessoas físicas e mais de 5,5 milhões de empresas.

O diretor-presidente do Sicoob Cressem, Tiago Teixeira, afirma que o sucesso da ferramenta se dá principalmente por ser um instrumento ágil e prático que pode ser usado nas mais diversas situações do dia a dia.  (ouça a reportagem ao final do texto)   

Segundo o BC, o pagamento para empresas está com uma taxa média de crescimento bastante acelerada, em 57,5% ao mês. Em comparação a outros sistemas de pagamentos instantâneos no mundo, o PIX figura entre os que tiveram adoção mais rápida. Para Tiago, as outras opções, como DOC e TED, para voltarem a crescer no mercado teriam que mudar o valor das tarifas cobradas. 

Apesar de ser fácil e rápido de usar, os usuários precisam de cuidados necessários para não ser vítima de golpes, como o sequestro da conta de WhatsApp. Eles já aconteciam antes, com outros meios, mas entraram na era da agilidade com o Pix.

Como o novo sistema permite transferências rápidas e gratuitas a qualquer dia e horário, os estelionatários conseguem sacar ou movimentar o dinheiro rapidamente, reduzindo o tempo da vítima para perceber a cilada e pedir o cancelamento da operação.

Tiago Teixeira completa que o Banco Central garante segurança em todas as operações disponíveis e que muitas vezes é a própria pessoa que fornece dados sigilosos em um momento de distração. 

Para evitar transtornos, é necessário sempre checar os dados do recebedor da transação Pix, seja para uma pessoa ou um estabelecimento comercial. O importante também é cadastrar chaves apenas nos canais oficiais dos bancos, como o aplicativo bancário, internet banking, agências ou através de contato feito pelo cliente com a central de atendimento. E cuidado! Não faça cadastro a partir de um contato telefônico de um suposto empregado do banco.

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