Homem morre durante ação da Polícia Militar em Caraguatatuba

Homem de 24 anos é morto a tiros após guardar veículo em estacionamento no Jardim do Vale, em Jacareí. Polícia Civil investiga
Foto: Nano Banana

Um homem de 21 anos morreu durante uma intervenção da Polícia Militar na noite desta segunda-feira (2), no bairro Olaria, em Caraguatatuba. Segundo o boletim de ocorrência, os policiais foram até uma residência após uma denúncia de ameaça e disparo de arma de fogo.

O chamado foi feito por um homem que relatou ter se desentendido com o atual companheiro da ex-mulher. Segundo ele, o suspeito, identificado como Luan Vitor Silva Santos, teria feito ameaças. Ao deixar o imóvel, o homem disse ter ouvido um disparo, mas não conseguiu identificar de onde veio o tiro.

Com a chegada da Polícia Militar, os agentes foram acompanhados pelo solicitante até a residência. De acordo com a versão dos policiais, Luan entrou no imóvel ao perceber a presença da equipe e retirou uma arma artesanal de uma mochila.

Os policiais afirmaram que deram ordens para que ele largasse o armamento, mas não foram atendidos. Na sequência, houve a intervenção policial. O registro informa que um policial disparou três vezes com um fuzil, enquanto outro efetuou dois disparos com uma pistola.

Luan foi atingido e caiu no chão. Equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros foram acionadas, mas o óbito foi constatado no local.

Durante a vistoria na residência, os policiais encontraram uma arma de fabricação artesanal e 919 gramas de uma substância com características de maconha. O material estava dividido em 36 porções e um tijolo. Também foi apreendido um caderno com anotações que podem estar relacionadas ao comércio de drogas.

Uma mulher foi presa em flagrante por dano qualificado, após admitir ter danificado uma viatura da Polícia Militar. Ela recebeu fiança equivalente a um salário mínimo e poderá responder em liberdade após o pagamento, desde que não exista outro motivo para permanecer presa.

Outra mulher, companheira de Luan e moradora do imóvel, foi mantida na condição de investigada, mas não foi indiciada nem autuada em flagrante por tráfico ou associação para o tráfico. Segundo a autoridade policial, não havia elementos suficientes para atribuir a ela participação nos crimes nesta fase da investigação.

A morte foi registrada como decorrente de intervenção policial. A Polícia Civil requisitou exames periciais para esclarecer a dinâmica dos disparos e verificar se houve disparo de arma de fogo por parte de Luan. O caso segue sob investigação.