
A Embraer, empresa com sede em São José dos Campos, encerrou o terceiro trimestre de 2026 com uma carteira de pedidos de US$ 35,7 bilhões, o maior valor de sua história.
O resultado representa crescimento de 14% em relação ao mesmo período de 2025 e de 3% na comparação com o trimestre anterior. O indicador reúne contratos de aeronaves e serviços que a fabricante brasileira ainda precisa entregar ou executar.
Na Aviação Comercial, a carteira alcançou US$ 15,8 bilhões, com crescimento anual de 4%. Entre os principais contratos estão 20 jatos E195-E2 encomendados pelo Grupo Abra, com possibilidade de chegar a 45 aeronaves. A japonesa ANA Holdings também ampliou sua encomenda em 8 unidades do E190-E2. Ao todo, a Embraer recebeu 72 pedidos firmes de aviões da família E2 nos primeiros nove meses do ano.
Já a Aviação Executiva registrou US$ 8,2 bilhões em pedidos, alta de 12% em um ano. Durante o trimestre, a fabricante apresentou o Phenom 300EV, equipado com uma tecnologia que permite pousos automáticos em situações de emergência. A empresa também entregou o primeiro Praetor 600E à operadora norte-americana Flexjet.

No setor de Defesa e Segurança, a carteira chegou a US$ 6,1 bilhões, um avanço de 56% na comparação anual. O destaque foi o contrato para a venda de 2 aeronaves militares KC-390 Millennium à Colômbia. A Embraer acumula 43 pedidos firmes desse modelo e outros 25 do avião de ataque leve A-29 Super Tucano.
Por fim, a área de Serviços e Suporte alcançou US$ 5,6 bilhões em contratos, crescimento de 14% em um ano. Entre os novos acordos estão serviços de manutenção e apoio técnico para aeronaves de companhias como Portugália e Alliance Airlines.
Com isso, os quatro segmentos da Embraer encerraram o terceiro trimestre com crescimento nas carteiras de pedidos em relação ao mesmo período de 2025.
