Polícia investiga morte de mulher após cirurgia ortognática em hospital de Guaratinguetá

Caso aconteceu na Santa Casa de Misericórdia de Guaratinguetá
Caso aconteceu na Santa Casa de Misericórdia de Guaratinguetá. Foto: Reprodução

Uma mulher de 34 anos morreu após passar por uma cirurgia ortognática, procedimento para correção dos maxilares, na Santa Casa de Misericórdia de Guaratinguetá. A Polícia Civil registrou o caso como homicídio culposo e vai investigar as circunstâncias da morte.

Kethiny Evinlyn Alves Caetano foi internada na terça-feira (20) e passou pela cirurgia por volta das 13h, segundo o boletim de ocorrência. Após o procedimento, ela apresentou complicações e foi encaminhada à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em estado grave.

De acordo com o relato da irmã da paciente à polícia, a família recebeu informações de que Kethiny havia sofrido falta de oxigenação no cérebro, mas não teria sido esclarecida sobre o que provocou o quadro durante a cirurgia. A paciente permaneceu internada, inconsciente e entubada. Na madrugada desta quinta-feira (22), os familiares foram informados sobre a morte.

A guia de encaminhamento do corpo registrou como possíveis causas do óbito um choque refratário ainda sem esclarecimento, lesão cerebral por falta de oxigênio e o pós-operatório da cirurgia ortognática.

Ainda segundo a irmã, representantes do hospital, da equipe de anestesia, da enfermagem e o cirurgião responsável participaram de uma reunião para analisar o ocorrido. No entanto, conforme o relato, a família não recebeu uma conclusão sobre a causa das complicações.

O boletim foi inicialmente registrado como morte suspeita. Em uma atualização feita nesta quinta-feira, a natureza foi alterada para homicídio culposo, quando há suspeita de morte causada sem intenção, e o caso passou a ser encaminhado para investigação.

A Polícia Civil informou no registro que ainda não há uma causa determinante esclarecida e que serão necessárias apurações periciais e investigativas para esclarecer as circunstâncias da morte.

Até o momento, não há conclusão oficial sobre a causa das complicações nem indicação de responsabilidade individual pelo ocorrido.