
A polícia vai apurar as circunstâncias da morte de Carlos Eduardo Barbosa Vieira Leite, de 25 anos, preso pelo feminicídio da estudante de Direito Lívia Berthoud, de 23 anos. Ele morreu na segunda-feira (12), no Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário (CHSP), na capital paulista. Além disso, o boletim de ocorrência classificou o caso como morte suspeita.
Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), Carlos Eduardo estava internado desde 21 de setembro, após seguir da Delegacia Seccional de Taubaté para tratamento médico. Em nota, a pasta informou que registrou um boletim de ocorrência, avisou a família e encaminhou o corpo ao Instituto Médico Legal (IML) para exames. Até o momento, porém, as autoridades não divulgaram a causa da morte.
Preso após assassinato em Pindamonhangaba
A polícia prendeu Carlos Eduardo em flagrante em agosto, após o assassinato de Lívia, morta a tiros em uma praça de Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba. Na ocasião, ele também sofreu um ferimento por disparo de arma de fogo no pescoço, após tentar tirar a própria vida. O SAMU o levou ao pronto-socorro da cidade, onde ele permaneceu internado sob escolta policial. Posteriormente, a equipe médica o transferiu para o hospital penitenciário, após uma melhora clínica.
Estudante tinha medida protetiva
De acordo com o boletim de ocorrência do feminicídio, familiares e testemunhas relataram que Carlos Eduardo não aceitava o fim do relacionamento e havia ameaçado Lívia de morte. Além disso, a estudante tinha uma medida protetiva de urgência contra o ex-companheiro, devido a registros anteriores de violência doméstica. Diante desse histórico, a Polícia Civil o prendeu pelos crimes de feminicídio e descumprimento da medida protetiva.
Defesa pretende apurar as circunstâncias
O advogado de Carlos Eduardo havia pedido à Justiça a liberdade provisória do cliente, alegando seu estado de saúde e a possibilidade de receber cuidados da família. No entanto, a Justiça negou o pedido. Agora, após a morte, o defensor afirma que pretende verificar as circunstâncias do óbito e investigar eventual participação de terceiros.
Lívia cursava o 10º semestre de Direito na Universidade de Taubaté (Unitau) e estagiava no Ofício das Execuções Criminais de Taubaté, ligado ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).
