
A Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva do bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, acusado de matar a tiros o estudante de medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, após uma briga de trânsito em Taubaté.
Decisão da Justiça
A 15ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) tomou a decisão nesta sexta-feira (2), após o Ministério Público recorrer contra a liberdade provisória concedida ao bombeiro durante a audiência de custódia.
Na audiência, realizada na quinta-feira (1º), a Justiça concedeu liberdade provisória a Marcos e determinou medidas cautelares, como recolhimento domiciliar noturno, proibição de contato ou aproximação dos familiares da vítima e suspensão do porte de arma de fogo.
O Tribunal também determinou a expedição do mandado de prisão, mas o Código Eleitoral restringe o cumprimento da ordem durante o período das eleições. A regra impede a prisão de eleitores desde cinco dias antes da eleição até 48 horas após o encerramento da votação, salvo exceções previstas em lei. Como o primeiro turno ocorre neste domingo (4), a restrição segue até terça-feira (6).
Investigação
A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte de Bruno também nesta sexta-feira. A corporação indiciou Marcos por homicídio qualificado por motivo fútil e por recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima. A polícia também pediu a prisão preventiva e afastou a versão de legítima defesa apresentada pelo bombeiro.
Segundo a investigação, Marcos e Bruno se envolveram em um desentendimento no trânsito. O bombeiro teria descido do Jeep Renegade que dirigia, ido até o carro do estudante e quebrado o vidro da porta do motorista antes de efetuar os disparos.
Bruno levou quatro tiros, no pescoço, no tórax e no braço esquerdo. Mesmo ferido, ele conseguiu sair do carro e tentou fugir, mas não resistiu.
Versão da defesa
Em depoimento, Marcos afirmou que acreditou estar diante de uma tentativa de assalto. Segundo ele, Bruno estaria com um objeto metálico que parecia uma arma de fogo e também teria tentado atacá-lo com uma faca.
A defesa sustenta que o bombeiro agiu em legítima defesa.