
A greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal continua por tempo indeterminado no Vale do Paraíba e no Litoral Norte. Os trabalhadores rejeitaram a última proposta do banco em assembleias realizadas nesta segunda-feira (21).
A decisão também foi tomada na base do Sindicato dos Bancários de São José dos Campos e Região. A paralisação começou em 10 de setembro e segue sem prazo definido para terminar.
O principal ponto de discordância envolve o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados. Na proposta apresentada na madrugada de quinta-feira (17), a Caixa ofereceu aumentar de 6,5% para 9% sua participação no custeio do plano a partir de 2027. A proposta também prevê o fim da cobrança por faixa etária e mudanças nas contribuições dos usuários.
Sindicato aponta custos para trabalhadores
Em nota à imprensa, o sindicato afirma que os empregados reconhecem alguns avanços na proposta, mas consideram que ela ainda transfere custos elevados para os usuários do plano.
Segundo a entidade, isso poderia afetar empregados da ativa, aposentados, pensionistas e dependentes. O sindicato defende um modelo com maior compartilhamento dos custos e a manutenção do caráter solidário do Saúde Caixa.
A entidade também cita outras reivindicações, como melhores condições de trabalho, valorização profissional, avanços nas carreiras e medidas relacionadas à saúde e à qualidade de vida dos empregados.
Caixa havia chamado proposta de final
Durante a última rodada de negociação, a Caixa informou que aquela seria sua proposta final para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho. Os trabalhadores, porém, decidiram rejeitar o texto e manter a paralisação.
Com a decisão, os representantes dos empregados devem acompanhar as negociações e avaliar os próximos passos do movimento. A greve permanece por tempo indeterminado.
