Macho de seis anos foi encontrado no acostamento da SP-613, no interior de SP, e voltou para o Parque Estadual Morro do Diabo

Uma onça-pintada de seis anos foi resgatada nesta quinta-feira (17), após ficar exausta no acostamento da Rodovia Arlindo Béttio (SP-613), em Teodoro Sampaio, no interior de São Paulo. O macho pesa entre 100 e 120 quilos e recebeu o nome de Theodoro.
Theodoro caminhou dezenas de quilômetros em busca de território e alimento. Depois, parou no km 16 da rodovia e deitou no acostamento. A situação mobilizou equipes da Fundação Florestal, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Departamento de Estradas de Rodagem.
Inicialmente, surgiu a suspeita de atropelamento. No entanto, a equipe técnica avaliou o animal e descartou ferimentos. O cansaço ocorreu após a longa jornada, dentro do comportamento natural da espécie.
Por segurança, a Polícia Militar controlou o trânsito no trecho. A operação também exigiu a interdição total da pista por cerca de 40 minutos. As equipes direcionaram o animal para as estruturas de passagem de fauna próximas à área protegida.
Equipes mudam estratégia durante o resgate
Durante o deslocamento, Theodoro voltou a deitar na margem da rodovia. A entrada principal do Parque Estadual Morro do Diabo ficava a aproximadamente dois quilômetros do ponto onde o animal estava.
Por isso, as equipes buscaram uma alternativa para evitar esforço excessivo. Os bombeiros utilizaram água de um caminhão para estimular suavemente a movimentação da onça-pintada.
A Fundação Florestal abriu uma passagem no alambrado próximo ao local. Dessa forma, Theodoro conseguiu acessar diretamente a área de mata e retornar ao parque.
Os técnicos também descartaram o uso de sedativos. Segundo a Fundação Florestal, anestesiar um animal de grande porte sob estresse e cansaço poderia trazer riscos à saúde.
Onça-pintada é monitorada desde 2021
Theodoro faz parte do programa MonitoraBioSP e recebe acompanhamento desde 2021. O monitoramento utiliza armadilhas fotográficas para acompanhar animais de médio e grande porte no Parque Estadual Morro do Diabo.
Além disso, os técnicos conseguem identificar cada onça-pintada pelas rosetas da pelagem. Os desenhos formam padrões únicos, semelhantes a uma impressão digital.
Atualmente, o parque tem cerca de 10 onças-pintadas identificadas. Porém, esse número não representa toda a população que circula pela região, já que os animais utilizam uma área extensa entre os rios Paranapanema e Paraná.
O monitoramento também registra a circulação dos felinos entre o Parque Estadual Morro do Diabo e a Estação Ecológica Mico-Leão-Preto. Os dados ajudam as equipes a acompanhar o uso dos corredores ecológicos e a proteger a fauna nas rodovias.
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