CONTEÚDO DE MARCA: A casa própria ainda é um sonho dos jovens, mas ela deixou de ser o primeiro capítulo da vida adulta

Durante décadas, conquistar a casa própria foi considerado um dos primeiros grandes marcos da vida adulta. O roteiro parecia quase automático: conseguir o primeiro emprego, casar e financiar um imóvel. Hoje, essa ordem mudou.

A nova geração continua sonhando com a casa própria, mas passou a compreender que essa conquista exige mais planejamento do que pressa. Antes da escritura, entram em cena outros objetivos, como investir na carreira, concluir a graduação ou uma especialização, viajar, construir uma reserva financeira e alcançar estabilidade profissional.

O sonho continua vivo

Os números mostram que o desejo de ter um imóvel permanece entre os jovens. Pesquisa Retratos do Morar, realizada pela Ipsos para o Grupo QuintoAndar, revela que metade da Geração Z pretende comprar um imóvel.

Outro levantamento, divulgado pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (ABECIP), aponta que 67% dos jovens entre 18 e 24 anos desejam adquirir o primeiro imóvel, percentual que também permanece elevado entre aqueles de 25 a 34 anos.

O desafio, portanto, está menos em manter esse sonho e mais em encontrar caminhos para transformá-lo em realidade. Segundo Bruno de Almeida, Assessor de Crédito e Investimentos da Sicredi Vanguarda PR/SP/RJ, a principal mudança não está na vontade de comprar, mas na forma como essa geração toma decisões financeiras.

“Nossos tomadores de crédito hoje são de várias idades, com a maior fatia concentrada no público de 31 a 40 anos. Percebemos que os jovens não deixaram de sonhar com a casa própria. Eles passaram a enxergar essa conquista como parte de um projeto de vida maior. É uma geração que pesquisa, compara alternativas, faz simulações e quer entender exatamente como aquele compromisso vai impactar seu orçamento nos próximos anos”, afirma.

Nesse contexto, o crédito imobiliário deixa de ser apenas uma forma de viabilizar a compra e passa a fazer parte do planejamento financeiro. Para quem começa mais cedo, o prazo disponível para o financiamento pode ser um fator importante na estruturação do compromisso, sempre de acordo com a renda e a capacidade de pagamento.

Segundo dados da cooperativa, uma das principais linhas utilizadas para a aquisição do primeiro imóvel é a modalidade pró-cotista, que se destaca pelas condições e taxas competitivas. No Sicredi, para imóveis novos, é possível financiar até 90% do valor do bem, conforme as condições e os critérios de enquadramento da operação. Além das condições financeiras, o relacionamento com a cooperativa também é considerado.

“Buscamos oferecer produtos assertivos para a realidade de cada associado, avaliando sua capacidade de pagamento, seu momento de vida e seu nível de vínculo com a cooperativa. O objetivo é que o crédito seja uma ferramenta para realizar um projeto, e não um compromisso que comprometa o planejamento financeiro”, explica Bruno.

O tempo necessário para a liberação do crédito também depende de etapas como análise da operação, apresentação e conferência de documentos e demais procedimentos para a contratação. Por isso, começar a se planejar com antecedência pode facilitar o processo e proporcionar mais segurança na tomada de decisão.

A geração do planejamento

A mudança de comportamento também está relacionada ao cenário econômico vivenciado por essa geração. Quem hoje está iniciando a vida adulta cresceu acompanhando crises econômicas, inflação, pandemia, aumento do custo de vida e períodos de juros elevados. Esse contexto contribuiu para formar consumidores mais cautelosos diante de compromissos financeiros de longo prazo.

Para o especialista da Sicredi Vanguarda, esse comportamento não representa falta de ambição, mas uma maneira diferente de construir patrimônio.

“Existe uma preocupação muito maior com planejamento. Antes de assumir uma parcela por décadas, essa geração quer entender se ela continuará confortável mesmo diante de mudanças profissionais ou familiares. É uma decisão mais racional e menos impulsiva do que costumávamos observar anos atrás”, explica.

A mudança também ajuda a explicar por que a casa própria deixou de ser, necessariamente, o primeiro grande objetivo financeiro. Para muitos jovens, a construção de patrimônio acontece de forma gradual, conciliando diferentes prioridades ao longo do caminho.

O crédito também precisou evoluir

À medida que os hábitos e as prioridades mudaram, o mercado imobiliário também passou a oferecer diferentes alternativas para facilitar a aquisição de um imóvel. Além do financiamento tradicional, recursos como o FGTS, composição de renda, consórcios imobiliários e programas habitacionais ampliam as possibilidades para quem está começando a construir patrimônio.

Na avaliação de Bruno, um dos principais equívocos é considerar que o financiamento está fora da realidade antes mesmo de fazer uma simulação.

“Muitos jovens chegam imaginando que ainda não conseguem comprar um imóvel. Quando fazemos a simulação, percebemos que existem caminhos possíveis. Em outros casos, identificamos que ainda não é o momento e construímos um planejamento para que essa conquista aconteça mais à frente. O importante é que a decisão seja tomada com informação e não apenas pela percepção”, destaca o Assessor de Crédito e Investimentos.

Para o especialista, essa mudança representa uma evolução na forma de lidar com as próprias finanças. Em vez de seguir uma sequência considerada natural ou tomar decisões motivadas por pressão social, os jovens passaram a buscar escolhas mais alinhadas à sua realidade e aos seus objetivos.

“A casa própria continua sendo um dos maiores objetivos financeiros dos brasileiros. O que vemos hoje é uma geração que entende que cada conquista tem seu tempo. Quando existe planejamento, orientação e conhecimento sobre as alternativas disponíveis, esse sonho continua perfeitamente possível”, conclui.

Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 10 milhões de associados, que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 3000 agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando uma gama completa de soluções financeiras e não financeiras. 

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