
Três guardas municipais foram presos temporariamente neste sábado (22), em Caraguatatuba, no Litoral Norte de São Paulo. Eles são investigados por suspeita de tortura física e psicológica contra uma moradora durante uma abordagem.
A prisão foi determinada pela Justiça por 30 dias, após pedido da Polícia Civil e parecer favorável do Ministério Público de São Paulo. Além disso, segundo a investigação, os agentes teriam entrado na casa da mulher sem autorização judicial.
O caso veio à tona depois que um vídeo da abordagem começou a circular nas redes sociais.
Nas imagens, a moradora conversa com um dos guardas e participa de uma ligação telefônica. Posteriormente, ocorre uma interação entre o agente e a pessoa que estava do outro lado da linha, quando a agressão ocorre.
Investigação em Caraguatatuba
Anteriormente, os três agentes já haviam sido afastados preventivamente pela Prefeitura de Caraguatatuba.
Além das prisões, foram autorizadas buscas em endereços ligados aos investigados.
Além disso, a prefeitura informou que abriu uma sindicância para apurar o caso. Dois dos agentes ocupavam cargos comissionados e um era servidor efetivo.
Em nota, a administração municipal afirmou que não compactua com condutas irregulares de servidores públicos e que trata denúncias envolvendo agentes municipais com seriedade.
