
A cesta básica ficou 2,53% mais barata no Vale do Paraíba em julho e interrompeu uma sequência de cinco meses de aumentos. Segundo o Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais (Nupes) da Universidade de Taubaté (Unitau), o custo médio regional caiu de R$ 2.990,52 em junho para R$ 2.914,88 em julho.
Com isso, as famílias passaram a gastar R$ 75,64 a menos, em média, na compra dos produtos pesquisados. A redução foi a maior registrada desde maio de 2019.
Além disso, a queda da cesta básica reduziu o comprometimento da renda familiar de 36,90% para 35,96%. Como o salário mínimo permaneceu sem reajuste, houve uma pequena folga no orçamento para despesas como saúde, transporte e educação. Apesar desse alívio, o custo da cesta ainda acumula alta de 1,70% nos últimos 12 meses.
Nos municípios pesquisados, todos registraram queda nos preços. Enquanto Taubaté apresentou a maior redução, de 3,25%, e manteve a cesta mais barata da região, com R$ 2.818,08, Campos do Jordão continuou com o maior custo, de R$ 3.145,88, mesmo após recuo de 1,49%. Assim, a diferença entre as duas cidades chegou a R$ 327,80.
De acordo com o Nupes, a melhora das condições climáticas e a chegada de novas safras aumentaram a oferta de hortaliças e reduziram os preços dos alimentos. Por isso, o grupo alimentação recuou 2,84% e foi o principal responsável pela queda da cesta básica. Já os produtos de higiene pessoal subiram 1,86%, enquanto os itens de limpeza doméstica registraram redução de 1,14%.

Produtos que mais subiram em julho
- 📈 Mamão formosa: +14,90%
- 📈 Cebola: +11,39%
- 📈 Queijo muçarela: +3,99%
Produtos que mais caíram em julho
- 📉 Tomate: -30,75%
- 📉 Cenoura: -27,00%
- 📉 Batata: -23,17%
- 📉 Abobrinha: -21,18%
- 📉 Ovos brancos: -8,83%
- 📉 Laranja pera: -7,94%
- 📉 Açúcar refinado: -3,71%
De acordo com os pesquisadores, a maior oferta de tomate, cenoura e batata após a chegada das novas safras reduziu os preços desses alimentos e garantiu o primeiro recuo da cesta básica em seis meses. Por outro lado, produtos como mamão formosa e cebola continuam pressionados por fatores sazonais e pelos custos de produção e transporte.
