
A Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic), por meio da Delegacia de Homicídios de São José dos Campos, prendeu nesta sexta-feira (31) dois homens investigados por participação em uma tentativa de homicídio registrada em outubro de 2025. As prisões ocorreram por volta das 12h30, no bairro Jardim Santa Cecília, zona sudeste da cidade.
Segundo a Polícia Civil, os presos são apontados como autores do ataque contra Adriano Nilo Cândido. A ex-companheira da vítima, Ana Paula Aparecida Ferreira Rosa, também investigada pelo crime, foi presa nesta quinta-feira (30) por policiais militares.
Tentativa de homicídio
De acordo com as investigações, o crime aconteceu na noite de 31 de outubro de 2025, na residência de Adriano, localizada na Rua José da Cunha, no Jardim Santa Luzia, região sudeste da cidade.
Conforme o inquérito, o homem retornava do trabalho quando encontrou o portão da garagem aberto e a casa com a porta destrancada e as luzes apagadas.
Ao entrar em um dos quartos, ele foi surpreendido por dois homens, que, segundo a investigação, passaram a atacá-lo com diversos golpes de faca. Em seguida, as agressões continuaram, mesmo quando a vítima já estava caída e sem condições de reagir.
Ainda conforme a investigação, Ana Paula, que estava na residência, teria participado da ação incentivando os ataques. A Polícia Civil apurou que ela verificava se a vítima ainda apresentava sinais vitais e estimulava os comparsas a prosseguirem com as agressões.
Mesmo gravemente ferido, Adriano conseguiu fingir que estava morto. Acreditando que a vítima havia morrido, os suspeitos fugiram levando um telefone celular, uma carteira e cerca de R$ 1 mil em dinheiro.
Após a fuga dos criminosos, a vítima conseguiu sair pelos fundos da residência e percorreu aproximadamente 700 metros, alternando entre caminhar e se arrastar, até pedir ajuda em uma casa próxima. Adriano foi socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal, onde permaneceu internado por cinco dias.
O laudo pericial apontou múltiplos ferimentos perfurocortantes e contusos na cabeça, face, tórax, abdômen e região lombar, com lesões graves, risco de morte e necessidade de cirurgia.
Investigação
Segundo a Polícia Civil, o homicídio só não foi consumado porque a vítima conseguiu simular a própria morte e buscar socorro.
As investigações concluíram que o crime foi praticado com recurso que dificultou a defesa da vítima, surpreendida dentro da própria casa, e mediante meio cruel, em razão da violência empregada durante as agressões.
Os investigados respondem por tentativa de homicídio qualificado e roubo circunstanciado.
