Preso pela morte do primo, homem vira suspeito de executar comparsa em São José dos Campos

Preso pela morte do primo, homem vira suspeito de executar comparsa em São José dos Campos
Foto: Polícia Civil

A Justiça decretou a prisão preventiva de um homem já preso por tráfico de drogas e investigado pela morte do próprio primo, João Domingos Quintino Silva. Agora, a Polícia Civil também atribui a ele participação no homicídio de Miqueias Daniel Santana Serafim, de 28 anos, morto a tiros em outubro de 2025, no Jardim Santa Maria, na Zona Leste de São José dos Campos

Segundo a investigação, Alisson Paschoal, de 25 anos, atuava no tráfico de drogas ao lado de João Domingos e Miqueias. No entanto, desentendimentos sobre a divisão dos lucros provocaram um rompimento entre eles. A Polícia Civil afirma que o investigado e Miqueias planejaram a morte de João. Em seguida, o Alisson atraiu o primo para uma emboscada. Já Miqueias efetuou os disparos. Depois, a perícia concluiu que a pistola encontrada ao lado do corpo de Miqueias foi a mesma usada no assassinato de João.

Mensagens reforçaram a investigação

Além disso, a análise dos celulares apreendidos revelou mensagens que, segundo a Polícia Civil, mostram o suspeito monitorando a rotina de Miqueias antes do crime. As conversas também indicam que Alisson comemorou a morte do comparsa e afirmou ter “vingado” o primo. Entretanto, a investigação sustenta que ele também participou da morte de João. Para os investigadores, homem preso queria assumir sozinho o tráfico de drogas e eliminar quem poderia ligá-lo ao primeiro homicídio.

Prisão preventiva

Miqueias morreu no dia 16 de outubro de 2025, após disparos de arma de fogo na Rua Santa Maria. Policiais encontraram o corpo ao lado de uma pistola calibre .380 com numeração raspada. Na época, ninguém respondeu pelo crime. Depois, a Polícia Civil reuniu novos elementos, pediu a prisão preventiva do suspeito e a Justiça aceitou o pedido.

Além disso, o juiz destacou a gravidade do caso, o suposto monitoramento da vítima antes da execução e a investigação que já aponta Alisson como coautor da morte de João Domingos. O investigado permanece preso e responderá às acusações no decorrer do processo.

A reportagem da CBN Vale tenta contato com a defesa de Alisson. O espaço segue aberto para manifestações.