Ansiedade aumenta entre jovens e adolescentes durante pandemia, revela pesquisa

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mostraram que um em cada cinco adolescentes enfrenta desafios de saúde mental. Estima-se que metade de todas as doenças mentais começa aos 14 anos. Em setembro, o UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) perguntou aos jovens como eles se sentiam durante a pandemia: 47% disseram estar preocupados(as) e ansiosos(as).

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A enquete também mostrou que 72% sentiram necessidade de pedir ajuda, mas 41% reportaram que não chegaram a pedi-la. Entre os que pediram, 36% o fizeram para pessoas próximas, amigas(os) e ou namoradas(os). Saber como, onde e para quem pedir ajuda é um dos passos fundamentais para a promoção da saúde mental.

A OMS afirma que não há saúde sem saúde mental e aborda a questão sob o olhar da promoção, da prevenção e do tratamento. Monique Godoy, psicóloga e professor da Universidade de Taubaté (Unitau), a ansiedade surge diante de uma prova ou vestibular e até mesmo a social. 

A ansiedade pode afetar o corpo, mente e desempenho de várias formas, como despertando a tristeza, nervosismo, irritabilidade e também trazendo sintomas fisiológicos, como coração acelerado, sensação de formigamento, falta de ar, sudorese, tontura, dor de cabeça, dores musculares e insônia.

A ansiedade não tem cura, mas se receber o tratamento adequado, o ansioso pode controlar o problema e levar uma vida perfeitamente normal. Além de procurar um profissional, o importante é aliar o tratamento à prática de atividades físicas, que podem auxiliar o tratamento psicoterápico e farmacológico e atuar de maneira complementar no processo de controle da ansiedade. 

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