Metalúrgicos da Gespi em São José dos Campos encerram greve após conquista de reajustes e estabilidade no emprego

Metalúrgicos da Gespi em São José dos Campos
Trabalhadores da Modirum Gespi, em assembleia. Foto: Roosevelt Cássio

Os metalúrgicos da Modirum Gespi, empresa do setor de Defesa localizada em São José dos Campos, encerraram nesta quarta-feira (15) uma greve que durou oito dias após aprovarem, em assembleia, uma proposta de acordo com reajustes na Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e no vale-alimentação.

O principal avanço foi o aumento de 100% no valor da PLR, que passou de R$ 1.518 para R$ 3 mil. O benefício será pago em duas parcelas. O acordo também garante, pela primeira vez, que os trabalhadores temporários recebam a participação nos lucros. Além da PLR, os funcionários conquistaram reajuste de 125% no vale-alimentação, que passará de R$ 200 para R$ 450 mensais a partir de agosto.

O acordo aprovado ainda prevê:

  • Regularização dos trabalhadores temporários até 30 de setembro;
  • Estabilidade no emprego por 60 dias para todos os funcionários efetivos;
  • Pagamento integral dos salários referentes ao período de greve.

Segundo o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Arthur Cezário dos Santos, a mobilização foi decisiva para a conquista dos benefícios.

“A greve na Gespi mostrou que a união dos trabalhadores faz a diferença. Foi a mobilização que garantiu avanços na PLR e no vale-alimentação. Parabéns aos metalúrgicos por mais essa conquista. Seguimos na luta por novos avanços”, afirmou.

Histórico da mobilização

A campanha começou em 19 de junho, quando os trabalhadores aprovaram o estado de greve. No dia 29, houve uma paralisação de uma hora e meia como forma de protesto. Sem avanço nas negociações, a greve foi iniciada em 7 de julho e terminou nesta quarta-feira após a aprovação do acordo.

A Modirum Gespi, em São José dos Campos, emprega cerca de 300 trabalhadores e atua na fabricação de embarcações militares e artefatos explosivos.