
A Prefeitura de Jacareí publicou um decreto que reajusta a tarifa do transporte coletivo urbano no município. Com a mudança, a passagem para usuários do cartão comum e pagamento por aproximação passa a custar R$ 4,50, enquanto a tarifa paga em dinheiro sobe para R$ 5. Já a tarifa escolar será de R$ 2,70.
O reajuste foi oficializado por meio do Decreto nº 633, de 2 de julho de 2026, assinado pelo prefeito Celso Florêncio de Souza (PL), e passa a valer a partir da zero hora do dia 13 de julho.
Segundo o decreto, a tarifa pública de remuneração do sistema, paga à concessionária, será mantida em R$ 8,06. A diferença entre esse valor e a tarifa cobrada dos passageiros continuará sendo bancada pela Prefeitura, por meio de subsídio tarifário.
Veja os novos valores do transporte público de Jacareí:
- R$ 4,50 para usuários do cartão Superpasse comum e pagamentos com cartão de crédito ou débito por aproximação;
- R$ 5,00 para usuários que pagarem em dinheiro na catraca;
- R$ 2,70 para estudantes com cartão Superpasse escolar.
De acordo com a Prefeitura, os cartões comum e escolar poderão ser carregados com os valores antigos até o dia 12 de julho. Os créditos inseridos até essa data continuarão válidos por 30 dias.
Prefeitura prevê mais de R$ 24 milhões em subsídios
O decreto também mantém o subsídio integral das gratuidades e dos descontos tarifários concedidos aos passageiros do sistema. Para 2026, a Prefeitura estima um repasse de mais de R$ 24,2 milhões para custear o transporte público municipal.
Desse total, a previsão é de:
- R$ 10,88 milhões para manter a tarifa social dos usuários pagantes em dinheiro, cartão comum e pagamento por aproximação;
- R$ 8,86 milhões para custear benefícios concedidos a pessoas com deficiência e acompanhantes;
- R$ 4,463 milhões para bancar o benefício tarifário dos estudantes.
O reembolso à concessionária será feito mensalmente, após apuração da Secretaria de Mobilidade Urbana.
Justificativa
No decreto, a Prefeitura afirma que o reajuste leva em consideração a necessidade de garantir o equilíbrio econômico-financeiro do serviço e, ao mesmo tempo, preservar a chamada modicidade tarifária, ou seja, manter a passagem em valor acessível para a população.
Entre os argumentos citados pelo município estão o fato de que o último reajuste da tarifa social ocorreu em setembro de 2019, a queda no número de passageiros após a pandemia de Covid-19 e o perfil socioeconômico dos usuários do sistema — segundo o texto, 95% dos passageiros pertencem às classes D e E.
A administração municipal também destaca que o transporte é um direito social e que o subsídio público é uma forma de garantir a continuidade e a qualidade do serviço sem repassar integralmente os custos aos usuários.
