
A greve dos funcionários da Urbam entrou em uma nova semana em São José dos Campos após trabalhadores e empresa seguirem sem acordo sobre reajuste de benefícios e outras reivindicações trabalhistas.
Em manifestação divulgada nesta segunda-feira (15), representantes do movimento afirmaram que “os trabalhadores continuam mobilizados” e que “pretendem manter a paralisação” enquanto aguardam avanços nas negociações.
Segundo o sindicato da categoria, a principal reivindicação é o reajuste do vale-refeição de R$ 27 para R$ 33. Além disso, os funcionários pedem assistência médica sem coparticipação para trabalhadores com salários de até R$ 5 mil, além de mudanças relacionadas ao pagamento de adicionais trabalhistas, como insalubridade.
De acordo com o sindicato, serviços essenciais, como a coleta de lixo, continuam funcionando de forma reduzida. Já atividades de limpeza urbana, varrição e obras públicas podem sofrer impactos maiores durante a paralisação.
A categoria já havia realizado uma greve em abril deste ano durante as negociações salariais e de benefícios. Depois, os trabalhadores suspenderam o movimento após audiência no TRT-15, mas permaneceram em estado de greve enquanto aguardavam novas tratativas.
A greve foi retomada após uma audiência de mediação entre a Urbam e os trabalhadores terminar sem acordo no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15). Com isso, o dissídio coletivo seguirá para julgamento na Justiça do Trabalho, nesta terça-feira (16), em Campinas, na tentativa de encerrar a paralisação e buscar um acordo entre as partes.
Outro lado
Em nota anterior, a Urbam informou que apresentou proposta de reajuste salarial e aumento no vale-refeição. No entanto, o sindicato recusou os termos oferecidos.
Por fim, a empresa também afirmou que mantém compromisso com os funcionários, com a gestão responsável dos recursos públicos e com a continuidade dos serviços essenciais prestados à população de São José dos Campos.