
A Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo reuniu milhares de pessoas na Avenida Paulista neste domingo (7) durante a celebração dos 30 anos do evento. Com o tema “30 Anos Parada SP: A rua convoca, a urna confirma”, a manifestação destacou a importância do voto e da participação política na defesa dos direitos da população LGBT+.
A edição deste ano contou com 14 trios elétricos que seguiram pela Avenida Paulista e pela Rua da Consolação até a Praça da República. Porém, mesmo com uma estrutura menor por causa da redução de patrocínios, o evento manteve o clima de celebração, com apresentações musicais, bandeiras coloridas e forte participação do público.
A programação também teve shows de artistas como Pabllo Vittar, Gloria Groove, Urias, Pepita, Melody e Thiago Pantaleão. Além disso, autoridades acompanharam a manifestação.
A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello, esteve presente no evento e citou ações voltadas à inclusão e ao combate à violência contra pessoas LGBTQIA+.
“O Ministério dos Direitos Humanos tem marcado presença na Parada. A de São Paulo é a maior do mundo, então é uma alegria para a gente estar aqui. E neste ano o Ministério está com uma campanha, O Brasil é de Todas as Cores: Para Todas as Pessoas, e para a gente é importante lembrar e ressaltar junto à população brasileira sobre a necessidade da garantia dos direitos da população LGBT”, falou a ministra, em entrevista à Agência Brasil durante o evento.
Além disso, a secretária nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Symmy Larrat, afirmou que o governo trabalha na produção de dados oficiais sobre violência e em protocolos de acolhimento.
“E, a partir daí, vamos construir protocolos mais institucionais que ajudem em todo o processo, desde o acolhimento da denúncia, até a investigação e o sistema de justiça”, explicou.
Segundo a organização, a Parada LGBT+ deste ano teve queda de cerca de 60% nas receitas de patrocínio. De acordo com os responsáveis pelo evento, a redução impactou a estrutura da manifestação e projetos sociais e culturais mantidos pela associação.

História da Parada LGBT+
Criada em 1996, a Parada LGBT+ começou na Praça Roosevelt e passou a ocupar a Avenida Paulista no ano seguinte. Desde então, o evento se consolidou como uma das maiores manifestações LGBT+ do mundo.
Segundo Matheus Emílio Pereira da Silva, diretor da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, debates sobre direitos da população LGBT passaram pela avenida antes de avançarem nos tribunais e no Congresso.
Entre os temas discutidos ao longo das últimas décadas estão união estável entre pessoas do mesmo sexo, criminalização da LGBTfobia, adoção por casais homoafetivos, identidade de gênero e doação de sangue.
No entanto, apesar dos avanços, os organizadores afirmam que ainda existem pautas pendentes, principalmente no campo legislativo.
informações, Agência Brasil